Profissionais de saúde que atuam no atendimento de gestantes e recém-nascidos do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth receberam na tarde desta segunda-feira, 22, um treinamento sobre boas práticas para a coleta de sangue, manutenção e limpeza do ambiente laboratorial.
A atividade foi conduzida pelo biomédico especialista em análises clínicas e toxicológicas, Karlos Eduardo Guimarães, que destacou a importância de manter os profissionais atualizados sobre os protocolos da unidade.
“Com esse curso, conseguiremos diminuir o número de coletas erradas. Para que eles consigam ter um atendimento melhor em relação às coletas com os pacientes, trabalhando a humanização, e consequentemente, entregar um resultado de excelência dentro da sua rotina”, pontuou.
Ao todo, a capacitação contou com aproximadamente 30 participantes. Toda a ação foi realizada no auditório da Maternidade.
A técnica de enfermagem Lauriste Nunes, de 47 anos, é uma das voluntárias que atuam na Maternidade para adquirir mais experiências em sua área de atuação. Ela tem aproveitado os cursos do HMI para se manter atualizada.
“Eu sou voluntária aqui na Maternidade, e esse curso está sendo muito importante, principalmente para quem está atuando na área agora, está sendo mais uma informação para nós, o que é muito bom a nível profissional”, destacou.
A implementação de ações para o enfrentamento da hanseníase é o tema principal de uma capacitação para profissionais de saúde em Roraima. A iniciativa, da Sesau (Secretaria de Saúde), conta com a parceria com o Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde e Fundação Sasakawa de Saúde.
Iniciada nesta segunda-feira, 22, a atividade segue até quarta-feira, 24, no auditório da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, no bairro São Francisco, tendo como público-alvo médicos, fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde dos municípios de Boa Vista, Caroebe, Rorainópolis e São Luiz.
“Essa é uma grande quantidade de pessoas sendo capacitadas para realizar o diagnóstico precoce e prestar um serviço de qualidade para os pacientes e evitar que eles cheguem a buscar o atendimento na forma grave da doença”, afirmou a gerente do Núcleo de Controle da Hanseníase, Rita Fonseca.
Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa a segunda posição do mundo entre os países que registram casos novos. Roraima notificou 54 novos casos em 2023 e 16 casos no início de 2024.
A gerente do NCH explicou ainda que Roraima é o primeiro Estado a implantar o Projeto Sasakawa, que visa fortalecer a Atenção Primária à Saúde no desenvolvimento das ações voltadas para a interrupção da cadeia de transmissão, além do enfrentamento ao preconceito às pessoas acometidas pela doença.
“Ano passado o Estado implantou os testes rápidos, e nesse ano aumentou a quantidade de contatos [pessoas que tiveram contato com a pessoa contaminada], o que é muito importante porque uma vez o paciente sendo diagnosticado de forma precoce, podemos quebrar a cadeia de transmissão e iniciar tratamento desses pacientes”, destacou.
A enfermeira Gracine Mota espera ampliar o conhecimento sobre o diagnóstico e tratamento adequado aos pacientes após os três dias de capacitação.
“Eu acho super importante [a capacitação] porque em nosso dia a dia temos que saber trabalhar de forma correta com o paciente no diagnóstico e no tratamento”, ressaltou.
Além da parte teórica, a capacitação contará com uma etapa prática para médicos. A atividade será realizada nesta terça-feira, 23, na Unidade de Telemedicina do Buritis, situada na rua Armando Nogueira, 661, bairro Buritis.
A DOENÇA
A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae , que atinge principalmente a pele e os nervos, e, embora curável, ainda permanece endêmica em várias regiões do mundo, principalmente na Índia e no Brasil.
A transmissão ocorre principalmente por meio das vias respiratórias quando se convive muito tempo com o doente sem tratamento. A maioria das pessoas é resistente, ou seja, entra em contato com o bacilo e não adoece.
A doença tem cura e o tratamento em geral deve ser amplo visando a atenção integral ao paciente focado em restabelecer o bem estar físico, psíquico, emocional e social.
“A doença causa sequelas irreversíveis, como lesões, manchas, feridas, as pessoas perdem os movimentos dos pés e mãos e pode ocorrer até mesmo a amputação”, pontuou Rita.
O tratamento é feito nos postos de saúde municipais gratuitamente, enquanto o Estado é responsável pela distribuição dos testes rápidos e dos medicamentos de tratamento para essas unidades, além do atendimento com especialistas na Policlínica Coronel Mota, no Centro de Boa Vista.
Nesta sexta-feira, 19, o Dia dos Povos Indígenas ficou marcado com uma ação realizada pelo HGR (Hospital Geral de Roraima) ao incluir a presença do Pajé no serviço de saúde. Na cultura indígena, trata-se de um curandeiro e intermediário espiritual, sendo uma das figuras mais importantes na comunidade.
A medida é parte da implantação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), um instrumento do Ministério da Saúde que têm como finalidade prevenir agravos à saúde, promovendo a recuperação da saúde paciente, enfatizando a escuta acolhedora, a construção de laços terapêuticos e a conexão entre ser humano, meio ambiente e sociedade.
Com isso, o HGR passa a ser a primeira unidade hospitalar pública da região Norte a adotar essa prática. “É um orgulho para nós do Governo de Roraima adotar essa medida de reconhecimento aos povos indígenas. Trata-se da valorização e o respeito da cultura indígena”, afirmou a secretária de Saúde, Cecília Lorenzon.
Segundo a diretora geral do HGR, o que já é reconhecido pelo Ministério da Saúde passa a ser praticado em Roraima. “Estamos trazendo a cultura indígena, as crenças, as tradições de saúde, de cura através da pajelança aqui para dentro do hospital. Então, os indígenas terão um ambiente ao ar livre aqui no HGR para esse tipo de atividade, trazendo um conforto e credibilidade para eles, não deixando de lado a terapia tradicional”, afirmou a diretora geral do HGR, Patrícia Renovatto.
Agora, a atenção integral à saúde indígena do HGR passa a contar com o apoio da Pajé Vanda, da etnia Macuxi, para auxiliar no tratamento de saúde dos pacientes. “Me sinto honrada com essa homenagem, respeitada e valorizada por agora ser reconhecida como a doutora dos povos indígenas. Isso vai fortalecer cada vez mais o meu trabalho, não só em favor dos povos indígenas, mas também os não indígenas”, afirmou.
REFERÊNCIA EM TODO O ESTADO
Principal referência hospitalar do Estado, o HGR atende tanto a população local quanto cidadãos de outros países, e é o destino de pacientes indígenas que necessitam de assistência de urgência e emergência.
De 1º de janeiro até 12 de abril deste ano, o HGR recebeu 915 pacientes indígenas, aldeados e não aldeados. Enquanto que o resultado do ano anterior foi de 3.584 atendimentos (nos 12 meses).
Representando a Sesau, a coordenadora de Atenção à Saúde Indígena, Lúcia Paiva, ressaltou a articulação que a pasta tem realizado junto às entidades indígenas do Estado.
“Esse trabalho de melhorar a assistência em saúde aos povos indígenas vem desde 2018, mas foi a partir de 2022, por meio da gestão da secretária Cecília, foi que a saúde indígena passou a ter mais apoio, não só nas unidades hospitalares, mas também com ações de saúde itinerante nas comunidades indígenas”, destacou.
CELEBRAÇÃO EM OUTRAS UNIDADES
Além do HGR, as celebrações ao Dia dos Povos Indígenas foram realizadas em outras unidades da Rede Estadual de Saúde.
No Hospital das Clínicas Dr. Wilson Franco, o hall de entrada da unidade ganhou adereços típicos da cultura indígena, trazendo um pouco das tradições dos povos originários para pacientes e acompanhantes.
“É uma programação que conta com a exposição de alguns artesanatos, exposição de fotos de alguns atendimentos e um coquetel com bastante paçoca”, informou a coordenadora do Núcleo de Atenção Indígena do HC, Beatriz Gonçalves.
Já o Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth optou por uma mostra fotográfica e exibição de artesanatos indígenas.
“A data é importante no sentido de combater os preconceitos, mostrar para a população um pouco da cultura indígena e fazer com que os direitos dos povos indígenas sejam respeitados”, pontuou o coordenador de Atenção à Saúde Indígena da Maternidade, Aharon Macuxi.
Há três meses, a dona de casa Adriana Peixoto, de 49 anos, tem reclamado de dores intensas no joelho e por causa disso as atividades domésticas foram limitadas.
Ela teve a oportunidade de se consultar com um médico ortopedista na primeira edição do Governo Presente, com médicos da Sesau (Secretaria de Saúde), nesta sexta-feira, 19, no município de Cantá, a Leste do Estado.
“Eu estava precisando de uma consulta no ortopedista, o meu joelho estava há uns três meses doendo e quando vi essa ação de hoje resolvi procurar ver o que está acontecendo com esse joelho. Sempre o Governo do Estado faz essas ações que valorizam muito os munícipes”, destacou a paciente.
Até às 13 horas, a população teve acesso às especialidades de odontologia, ortopedia, cardiologia, pediatria e oftalmologia.
A ação, que ocorreu no Colégio Estadual Militarizado José Aureliano da Costa, promoveu mais de 600 atendimentos em saúde.
“A Sesau cumpre a sua missão de levar saúde com médicos especialistas para todos os cantos do Estado por meio do Programa Saúde Itinerante. E nessa primeira edição do ano do Governo Presente, realizamos mais de 600 atendimentos só numa manhã”, enfatizou a secretária de Saúde, Cecília Lorenzon.
Além da saúde, o Governo Presente levou serviços de outras Secretarias e autarquias do Estado, tais como: emissão de RG, consulta de veículos e CNH, serviços jurídicos, parcelamento de contas de água, corte de cabelo, esmalteria, entre outros.
SOBRE A SAÚDE ITINERANTE
Criado pela Sesau com o propósito de aproximar a população dos serviços de saúde, o Saúde Itinerante é gerenciado pela Coordenadoria Geral de Assistência Especializada.
No ano passado, o programa realizou mais de 30 mil atendimentos, levando serviços de qualidade para a capital, municípios do interior e Dseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) do Estado.
“São serviços que tem como propósito desafogar as nossas unidades de saúde e valorizar as pessoas que buscam por nossas ações”, completou o diretor do Departamento de Políticas de Saúde Itinerante, Genival Ferreira.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Sesau (Secretaria de Saúde), iniciou nesta quinta-feira, 18, a oficina de elaboração do Programa Nacional de Saúde e Segurança dos Trabalhadores do SUS. A atividade segue até esta sexta-feira, 19.
Com foco na Atenção Integral à Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde, o evento está sendo realizado no auditório do Boa Vista Eco Hotel, situado no bairro Mecejana.
A secretária-adjunta da Sesau, Adilma Lucena, ressaltou a importância da atividade para o Estado.
“Acreditamos que essa oficina é muito importante, principalmente para os nossos RHs [recursos humanos], e efetivamente para que sejam criadas matrizes de documentos, para que possamos ter no âmbito de cada unidade de saúde o nosso Programa de Gerenciamento de Risco e o Programa de Saúde Operacional dos Trabalhadores”, ressaltou
De acordo com a coordenadora Geral de Gestão e Valorização do Trabalho na Saúde do Ministério da Saúde, Erica Bowes, o objetivo da oficina é promover um processo de prevenção dos riscos e agravos da saúde do trabalhador.
“Entendemos que essa articulação deve ser com toda a rede SUS, reconhecendo a participação dos entes federados nessa rede compartilhada. Com isso garantir que os trabalhadores possam ter condições, processos e relações de trabalho adequados, seguros, dignas e humanizadas”, ressaltou.
Além de representantes de unidades hospitalares de grande porte, a oficina conta ainda com a participação de membros do Conselho Estadual de Saúde de Roraima, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde e Vigilância em Saúde do Trabalhador.
“As políticas que serão desenvolvidas aqui permitirão que o trabalhador tenha acesso a uma saúde integral, um olhar humanizado. Então, esses dois dias vão ser de trabalho árduo, mas nós temos certeza que as matrizes, tudo que for construído, serão produtos muito importantes para a elaboração desse Programa”, destacou a coordenadora Geral de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde da Sesau, Johanne Pontes.