Nesta semana, a CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde) realizou uma qualificação em novas tecnologias para o controle do Aedes Aegypti.
A ação foi uma parceria com o Ministério da Saúde e reuniu os municípios considerados estratégicos para o fortalecimento das ações de vigilância e enfrentamento das arboviroses no estado, sendo eles: Alto Alegre, Boa Vista, Bonfim, Rorainópolis e Pacaraima.
O treinamento teve como foco a implantação de ovitrampas e o uso do aplicativo Conta Ovos, ferramentas que modernizam a vigilância de insetos.
As ovitrampas são dispositivos de baixo custo e alta sensibilidade que funcionam como um depósito armadilha para a que o mosquito coloque os ovos, permitindo identificar precocemente a presença do vetor, inclusive em áreas com baixa infestação. Já o aplicativo possibilita a contagem automatizada dos ovos coletados, aumentando a precisão das análises e agilizando a consolidação dos dados para tomada de decisões.
“Essas novas tecnologias serão implementadas na rotina para que a gente possa ter uma ferramenta a mais no controle do vetor transmissor da Dengue. Essa nova tecnologia recolhe do meio ambiente ovos do Aedes, em vez dele procurar o depósito [de água parada] que as pessoas deixam acumular, nesse dispositivo [ovitrampas] tem um atrativo que ele captura mais ovos do que os outros tipos de depósitos", afirmou o técnico do Núcleo de Controle de Febre Amarela e Dengue, Joel Lima.
A qualificação mostrou diferentes frentes de atuação, como operar em sistemas de informação, análise e identificação dos ovos, além da instalação e coleta das armadilhas. A estratégia será expandida de forma gradual para todos os municípios do Estado.
O Governo do Estado entregou, nesta quarta-feira, 25, a Unidade Mista Ruth Quitéria, considerada referência do município de Normandia, totalmente revitalizada e pronta para realizar cerca de 35 atendimentos de baixa complexidade por dia.
Para reforçar o atendimento médico à população da região Norte de Roraima, a obra foi executada por meio de cooperação entre a Sesau (Secretaria de Saúde) e a Seinf (Secretaria de Infraestrutura).
O hospital está modernizado com espaços assistenciais, administrativos e de apoio. Para esse trabalho, foram investidos R$ 7,8 milhões oriundos de recursos próprios do Executivo estadual e emendas parlamentares.
O governador Antonio Denarium ressaltou que o Hospital Ruth Quitéria é mais um resultado positivo do trabalho realizado pela atual gestão, que tem trabalhado para modernizar as unidades estaduais de saúde e otimizar a rotina de trabalho dos servidores estaduais da área e o atendimento aos pacientes diários.
“É um orgulho ter entregado mais de 20 obras dedicadas à saúde estadual, pois muitas dessas unidades precisavam de um trabalho de revitalização total. O Hospital Ruth Quitéria era uma dessas unidades e hoje entregamos uma estrutura completa, pronta para atender quem necessita de atendimento médico”, pontuou.
Para garantir a modernização da unidade, foram realizadas a reorganização dos ambientes internos, a implantação da estrutura para Urgência e Maternidade, adequação de áreas essenciais, modernização da infraestrutura, melhoria dos acabamentos, construções complementares e intervenções externas.
Conforme destacado pela secretária de Saúde, Adilma Lucena, o Hospital Ruth Quitéria possui mais de 50 anos de história, com registros de partos na unidade desde a década de 70. Ela reforçou o compromisso e empenho da atual gestão para entregar a unidade.
“Os munícipes de Normandia estavam muito ansiosos para que a gente entregasse um hospital bem estruturado. Esse local é voltado para atendimentos de urgência e emergência de baixa complexidade e, aquele paciente que precisar de cuidados mais específicos, é prontamente removido para o Hospital Geral de Roraima [Rubens de Souza Bento]”, explicou.
Servidores celebram modernização da unidade hospitalar
Com a modernização do Hospital Ruth Quitéria realizada pelo Governo de Roraima, os mais de 60 servidores que atuam no hospital passarão a atender a população com uma estrutura mais humanizada, facilitando a vida do paciente e otimizando a rotina de trabalho.
O diretor geral da unidade, João Carlos da Silva Lima, reiterou a importância do centro hospitalar para os moradores da sede, região interiorana e comunidades indígenas, uma vez que serviços como radiologia, exames de imagem, e outros serviços poderão ser levados para mais próximo da população, 24 horas por dia e sem necessidade de deslocamento para a capital, Boa Vista.
“Agora temos um ambiente adequado para oferecermos um bom atendimento à população, que funcionará 24 horas por dia no nosso hospital. Toda a equipe fica de prontidão para esse acolhimento no nosso hospital”, disse o gestor.
Com mais de 22 anos de trabalho dedicado à unidade, a coordenadora de enfermagem Tânia Rejane, relembrou que essa foi a primeira vez que testemunhou uma reforma dessa amplitude ser realizada no hospital.
“É uma alegria a gente receber nosso hospital reformado e ampliado. Hoje recebemos uma unidade com essa dimensão e com muitos equipamentos. Tanto para a população quanto para nós profissionais da unidade, isso é muito bom”, completou.
No HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), o Núcleo de Fonoaudiologia tem papel essencial no cuidado de pacientes com disfagia, condição caracterizada pela dificuldade de engolir e que pode trazer riscos graves à saúde quando não identificada e acompanhada de forma adequada.
Presente em todos os setores da unidade, a equipe atua diretamente na triagem, avaliação e reabilitação dos pacientes internados, com atenção especial às UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), enfermarias e na unidade especializada de AVC (Acidente Vascular Cerebral).
A atuação dos fonoaudiólogos dentro do ambiente hospitalar é determinante para garantir a segurança alimentar dos pacientes e evitar complicações. A partir de avaliações clínicas, os profissionais identificam dificuldades na deglutição, orientam sobre a consistência adequada dos alimentos e, quando necessário, indicam vias alternativas de alimentação, como o uso de sonda. Esse acompanhamento contínuo contribui para reduzir riscos como a broncoaspiração, que pode evoluir para quadros graves, como pneumonia.
“Esse trabalho da fonoaudiologia é muito importante porque a disfagia não é apenas um desconforto. Ela pode trazer riscos sérios à saúde, até mesmo à vida, quando não identificada e tratada de forma correta. Avaliamos diariamente, fazemos a triagem e a reabilitação nos casos que já foram confirmados, evitando assim que o paciente venha a ter uma maior complicação e podendo ter um retorno da via oral de forma eficaz, com segurança”, afirmou a coordenadora da Fonoaudiologia do HGR, Manuela Gomes.
Além do cuidado direto ao paciente, a equipe também tem um papel importante na orientação de familiares e cuidadores, repassando informações sobre o preparo adequado dos alimentos, o posicionamento correto durante as refeições e os cuidados necessários para garantir uma alimentação segura, mesmo após a alta hospitalar.
QUAIS OS SINAIS?
A disfagia é uma condição caracterizada pela dificuldade de engolir alimentos, líquidos ou até a própria saliva, e quando não identificada e tratada corretamente, pode levar a complicações graves, como desnutrição, desidratação e até pneumonia por aspiração.
“A disfagia não é uma doença por si só, ela é um sintoma relacionado a uma patologia de base, ou seja, é uma dificuldade presente dentro de algumas patologias como, por exemplo, no Parkinson, Alzheimer, AVC, pessoas com sequelas de paralisia cerebral, tumor de cabeça e pescoço, então a disfagia ela vem como uma consequência intercorrente a um diagnóstico”, afirmou Manuela.
Ela chama atenção ainda para a identificação precoce dos sinais de alerta, como engasgos frequentes, tosse durante ou após as refeições, sensação de alimento parado na garganta, dor ao engolir, alteração na voz, perda de peso sem causa aparente e pneumonias recorrentes podem indicar a presença de disfagia e devem ser investigados. A disfagia pode atingir pessoas de todas as idades, desde recém-nascidos até idosos, sendo mais comum em pacientes hospitalizados em decorrência de doenças ou traumas.
“Engasgar não é normal e pode ser um sinal de disfagia. Ao perceber qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar orientação profissional”, alertou Manuela.
Com o objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços especializados da rede estadual de saúde, a Sesau (Secretaria de Saúde) tem realizado a intensificação dos atendimentos em diversas especialidades, resultando no avanço das filas de espera.
Foram realizados 4.074 atendimentos, considerando a produção regular das unidades e os atendimentos adicionais decorrentes da intensificação da oferta. Entre as especialidades com maior ampliação de oferta estão ecocardiograma, com aumento de 200%, otorrinolaringologia, com crescimento de 177,8%, e cardiologia que registrou aumento de 146,7% na capacidade de atendimento.
Outros serviços especializados que também receberam um aumento de até 98% no número de ofertas foram os exames de ressonância e endoscopia, além dos atendimentos de urologia e pré-operatório ginecológico.
“A Sesau implementou a intensificação de exames e procedimentos na nossa rede, visando justamente impactar no tempo de espera da fila única do SUS. Sabemos que no Brasil o tempo de espera é significativo, sendo que Roraima é um dos que tem menos tempo de fila de espera. Nesse sentido, realizamos ações envolvendo a intensificação nos finais de semana e nos turnos noturnos para um aumento de oferta de serviços, de exames e cirurgias”, afirmou o secretário Adjunto de Saúde, Dr. Éder Ribeiro.
Segundo ele, a população tem procurado cada vez mais as unidades de saúde para consultas e exames, visando sempre o cuidado com a saúde. Ele reforça ainda a importância da prevenção e da busca precoce pelos serviços de saúde.
“Devemos dar valor a busca do paciente por um atendimento precoce, porque pegamos as doenças no seu estágio inicial, e as nossas unidades estão capacitadas para o melhor atendimento do paciente fazendo a prevenção e às vezes o tratamento mais precoce possível. Quanto mais precoce, maior a chance de efetividade do tratamento. Então, cuidem da sua saúde, sigam as orientações médicas e busquem as unidades de saúde quando necessário”, pontuou o adjunto.
Para fortalecer Roraima no enfrentamento de emergências em saúde pública, a Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde e da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), deu início nesta terça-feira, 17, ao 1° Simpósio Saúde nas Fronteiras da Amazônia: Migração, Mudança Climática e Saúde.
O evento ocorre no auditório da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), localizado na Av. Capitão Júlio Bezerra, 826, 31 de Março, e reúne gestores estaduais e municipais da saúde, Defesa Civil, DSEI (Distrito Sanitário Yanomami e Leste).
A programação segue até quinta-feira, 19, para discutir os desafios e estratégias de preparação do sistema de saúde para os impactos das mudanças climáticas e dos fluxos migratórios na região.
“O objetivo do Simpósio é de fortalecer o debate técnico e institucional sobre a organização dessas redes de vigilância e da assistência, relacionada à rede nos impactos das mudanças climáticas, como o período de estiagem que temos dentro do nosso estado, seco, aumento das temperaturas e ocorrência das queimadas”, afirmou a diretora de Vigilância Ambiental da CGVS, Vanessa Silva.
Segundo o consultor nacional da OPAS, Carlos Frank, a iniciativa integra um projeto mais amplo voltado ao fortalecimento das capacidades dos estados fronteiriços da Amazônia.
“Esse projeto vem sendo desenvolvido nos cinco Estados que têm fronteiras aqui na região amazônica, e ele tem o intuito de trazer uma tríade muito complexa do sistema público de saúde, que é a migração, mudanças climáticas e seus desafios de doenças emergentes e reemergentes que podem surgir nesse contexto”, destacou.
Para o coordenador de Vigilância em Saúde do município de Rorainópolis, Clayson Oliveira, o Simpósio contribui diretamente para o fortalecimento das políticas públicas.
“Esse seminário vem para complementar os nossos entendimentos em relação à questão das políticas públicas de saúde voltada para a parte de imigração, uma das mudanças climáticas nesse momento em que a gente vive. E a construção do plano vai ser um instrumento de trabalho onde teremos a oportunidade de construir junto para poder direcionar essas políticas para atender melhor a população”, ressaltou.