O setor de Cardiologia do Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento realizou na manhã desta terça-feira, 23, uma confraternização especial de Natal voltada aos pacientes internados.
A ação foi na Praça Ayrton Senna com café da manhã em estilo piquenique, música ao vivo com violino e realização de um bingo, proporcionando um momento de leveza e integração fora do ambiente hospitalar.
A iniciativa nasceu da necessidade de olhar além do tratamento clínico, considerando também o cuidado emocional dos pacientes, que muitas vezes passam longos períodos internados e afastados da família.
“Medicina é muito mais do que só tomar remédio e fazer exame. Acreditamos que o contato com a natureza, sentir esse ar fresco, estar ao lado de quem a gente gosta, é muito importante para tratar os pacientes. Aqui temos árvores, temos sombra, mesmo no sol quente de Boa Vista”, afirmou o coordenador da Cardiologia, Leonardo Vasconcelos.
Para os pacientes, a ação representa uma quebra da rotina hospitalar e um alívio emocional durante a internação. Internado há mais de três meses após sofrer um infarto, Alderir Borges da Silva avaliou a iniciativa de forma positiva.
“Eu sofri um infarto em 8 de setembro e estou até hoje internado. Eu achei uma ideia excelente [do piquenique]. A internação para mim eu considero ótima, fui muito bem acolhido", comentou o paciente.
Em meio à rotina intensa da UTI Neonatal do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, mães participaram de uma oficina de confecção de roupinhas natalinas para seus bebês internados, transformando o ambiente hospitalar em um espaço de afeto, escuta e esperança.
A iniciativa teve como objetivo proporcionar um momento de pausa e acolhimento às mulheres que vivenciam o período sensível da internação neonatal, especialmente em uma época marcada pelo simbolismo do nascimento, da família e do amor.
“Essas confecções de roupinhas de Natal feitas pelas mães para os seus bebês é para dar um afago, uma humanização maior para essas mulheres que tanto fazem pelos seus filhos. Então essa ação também é uma forma da gente acolher elas aqui no HMI”, afirmou o diretor-geral da unidade, Manoel Roque.
Entre linhas, tecidos e conversas, o momento também fortaleceu os laços entre as próprias mães e a equipe da maternidade, que passaram a se enxergar como rede de apoio.
A mãezinha de primeira viagem Emilly de Oliveira descobriu ainda durante a gestação que o pequeno Gael havia sido diagnosticado com hidrocefalia. Desde o seu nascimento, no dia 24 de novembro, o pequeno segue internado na UTI, passando por cirurgias e cuidados intensivos.
“Estou feliz porque eu vou passar o Natal perto do meu filho e as tias [as enfermeiras] trouxeram esse momento acolhedor. Estamos aqui entre amigos, entre família, porque a gente considera o hospital como a nossa segunda casa. Esse momento é como se estivéssemos em casa, porque estaríamos assim com a família”, contou Emily.
Nesta terça-feira, 16, a Secretaria de Saúde recebeu 32 kits de marcapasso, adquiridos com recursos próprios da pasta, que serão utilizados para a realização de implantes e trocas de dispositivos cardíacos. A chegada do novo equipamento reforça a assistência a pacientes com doenças do ritmo cardíaco, um serviço essencial para a população do Estado.
Atualmente, 12 pacientes estão na fila de espera para o procedimento.
“A chegada desses kits marca uma atualização significativa na saúde do Estado. A partir do próximo ano, o procedimento será feito de forma contínua, sem interrupções, garantindo atendimento regular aos pacientes. Este é o primeiro lote de vários outros que ainda chegarão para atender a população de Roraima”, destacou o diretor do Departamento de Política de Apoio ao Diagnóstico por Imagem, Tarsis Vasconcelos.
Os kits recebidos são compostos por 32 marcapassos e 64 eletrodos, com dois tipos de medidas: 58 e 52 centímetros, respectivamente.
Segundo o cardiologista Bruno Wanderley, os marcapassos são essenciais para o tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco, condições que, se não tratadas adequadamente, podem ser fatais.
“Essas doenças são extremamente graves e podem levar ao óbito, mas com o uso desses dispositivos, conseguimos salvar vidas. Pacientes internados em UTI, que correm risco, podem ter o problema resolvido e receber alta no dia seguinte”, explicou o médico.
O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth recebeu parecer favorável do MEC (Ministério da Educação) para ser oficialmente qualificado como hospital-escola e implantar, a partir de 2026, a primeira residência de enfermagem de Roraima.
A aprovação autoriza o início dos programas de Residência em Enfermagem Obstétrica e Residência em Enfermagem Neonatal, em parceria com a UERR (Universidade Estadual de Roraima), marcando um avanço histórico para a formação em saúde no Estado.
“Por ser enfermeiro obstetra, fico muito feliz com esse trabalho, que vem sendo somado para formar mais especialistas qualificados que permaneçam aqui no Estado de Roraima. São mais enfermeiros especialistas e mais oportunidades oferecidas pelo Governo de Roraima a esses profissionais que tanto batalham no dia a dia aqui na maternidade”, afirmou o diretor-geral da Maternidade, Manoel Roque.
Durante o processo de avaliação, o HMI recebeu, no dia 10 de dezembro, a visita técnica da avaliadora da Comissão Nacional de Residências Multiprofissionais em Saúde, Ieda Santos, do MEC, que analisou minuciosamente os cenários de prática onde os residentes irão atuar. Ela destacou a excelência da organização e o nível de maturidade institucional da Maternidade, ressaltando que os critérios exigidos pelo MEC foram plenamente atendidos.
“Estou encantada com a organização da Maternidade e com a apropriação do funcionamento do programa de residência, tanto de Enfermagem Obstétrica quanto de Neonatologia”, ressaltou.
Segundo o coordenador do curso de Enfermagem da UERR e da Comissão de Residência Multiprofissional, professor Francisco Barros, a avaliação contemplou todos os fluxos assistenciais e formativos, desde o acolhimento da paciente até os cenários de maior complexidade.
“O espaço deve apresentar os requisitos mínimos, como infraestrutura adequada, equipamentos tecnológicos e protocolos que serão implementados durante a assistência. A necessidade da visita e da avaliação do local é justamente contemplar esses requisitos e verificar se tanto a UERR quanto a Maternidade conseguem ofertar esse cenário, esse campo de prática, para a formação dos futuros residentes”, explicou.
HMI realizará residência médica
Em novembro, o Hospital Materno Infantil também recebeu parecer favorável do MEC para a implantação do Programa de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, com início previsto para 2026.
Na ocasião, além da autorização para o novo programa de residência médica, o MEC também sinalizou positivamente para as adequações necessárias à qualificação da unidade como hospital-escola, reconhecendo o potencial do HMI como referência em ensino, pesquisa e assistência materno-infantil no Estado.
O mutirão de cirurgias de hérnia foi realizado em Rorainópolis, onde ocorreram 20 procedimentos cirúrgicos no Hospital Regional Sul Ottomar de Souza Pinto. Outras 50 operações ocorrem no HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento).
No município localizado no sul do Estado, foram atendidos pacientes que aguardavam na fila do SUS (Sistema Único de Saúde). Em Roraima, essa ação iniciou nessa segunda-feira, 8.
As cirurgias foram realizadas com o apoio de cirurgiões voluntários da Sociedade Brasileira de Hérnia, que também qualificou os profissionais das unidades de saúde.
O diretor do Hospital Regional Sul Ottomar de Souza Pinto, Natã Freire, destacou a importância da ação tanto para os pacientes quanto para o fortalecimento da equipe médica local.
“Fizemos cirurgias de hérnia juntamente com alguns cirurgiões que vieram de fora de Roraima. Os profissionais fizeram cirurgias de hérnia por videolaparoscopia e de hérnia com anestesia local, utilizando algumas técnicas novas que nunca tinham sido feitas aqui em Rorainópolis”, afirmou o diretor-geral do Hospital, Natã Freire
A ação integra a estratégia da Secretaria de Saúde para reduzir filas de cirurgias eletivas, ampliar o acesso aos serviços de saúde no interior e promover a qualificação contínua dos profissionais da rede estadual, garantindo atendimento mais moderno, seguro e humanizado à população.
“Estamos muito felizes com esses procedimentos. Esse trabalho ajuda muito, além de capacitar os nossos médicos aqui do hospital com novas técnicas, assim como aperfeiçoa os seus atendimentos aqui”, ressaltou o diretor.