I icon 0003 Contratos da Saúde     I  icon 0003Vacinômetro
I icon 0003 Seg - Sex : 8:00 às 12:00 e 14:00 às 18:00

Pajé Vanda 01

Nesta sexta-feira, 19, o Dia dos Povos Indígenas ficou marcado com uma ação realizada pelo HGR (Hospital Geral de Roraima) ao incluir a presença do Pajé no serviço de saúde. Na cultura indígena, trata-se de um curandeiro e intermediário espiritual, sendo uma das figuras mais importantes na comunidade.

A medida é parte da implantação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), um instrumento do Ministério da Saúde que têm como finalidade prevenir agravos à saúde, promovendo a recuperação da saúde paciente, enfatizando a escuta acolhedora, a construção de laços terapêuticos e a conexão entre ser humano, meio ambiente e sociedade.

Com isso, o HGR passa a ser a primeira unidade hospitalar pública da região Norte a adotar essa prática. “É um orgulho para nós do Governo de Roraima adotar essa medida de reconhecimento aos povos indígenas. Trata-se da valorização e o respeito da cultura indígena”, afirmou a secretária de Saúde, Cecília Lorenzon.

Segundo a diretora geral do HGR, o que já é reconhecido pelo Ministério da Saúde passa a ser praticado em Roraima. “Estamos trazendo a cultura indígena, as crenças, as tradições de saúde, de cura através da pajelança aqui para dentro do hospital. Então, os indígenas terão um ambiente ao ar livre aqui no HGR para esse tipo de atividade, trazendo um conforto e credibilidade para eles, não deixando de lado a terapia tradicional”, afirmou a diretora geral do HGR, Patrícia Renovatto.

 

Pajé Vanda 03

Agora, a atenção integral à saúde indígena do HGR passa a contar com o apoio da Pajé Vanda, da etnia Macuxi, para auxiliar no tratamento de saúde dos pacientes. “Me sinto honrada com essa homenagem, respeitada e valorizada por agora ser reconhecida como a doutora dos povos indígenas. Isso vai fortalecer cada vez mais o meu trabalho, não só em favor dos povos indígenas, mas também os não indígenas”, afirmou.

 

REFERÊNCIA EM TODO O ESTADO

Principal referência hospitalar do Estado, o HGR atende tanto a população local quanto cidadãos de outros países, e é o destino de pacientes indígenas que necessitam de assistência de urgência e emergência.

De 1º de janeiro até 12 de abril deste ano, o HGR recebeu 915 pacientes indígenas, aldeados e não aldeados. Enquanto que o resultado do ano anterior foi de 3.584 atendimentos (nos 12 meses).

Representando a Sesau, a coordenadora de Atenção à Saúde Indígena, Lúcia Paiva, ressaltou a articulação que a pasta tem realizado junto às entidades indígenas do Estado.

“Esse trabalho de melhorar a assistência em saúde aos povos indígenas vem desde 2018, mas foi a partir de 2022, por meio da gestão da secretária Cecília, foi que a saúde indígena passou a ter mais apoio, não só nas unidades hospitalares, mas também com ações de saúde itinerante nas comunidades indígenas”, destacou.

CELEBRAÇÃO EM OUTRAS UNIDADES

Além do HGR, as celebrações ao Dia dos Povos Indígenas foram realizadas em outras unidades da Rede Estadual de Saúde.

 

Celebração do Dia dos Povos Indígenas no HC Ascom Sesau 3

 

No Hospital das Clínicas Dr. Wilson Franco, o hall de entrada da unidade ganhou adereços típicos da cultura indígena, trazendo um pouco das tradições dos povos originários para pacientes e acompanhantes.

“É uma programação que conta com a exposição de alguns artesanatos, exposição de fotos de alguns atendimentos e um coquetel com bastante paçoca”, informou a coordenadora do Núcleo de Atenção Indígena do HC, Beatriz Gonçalves.

 

 Celebração do Dia dos Povos Indígenas no HMI Ascom Sesau 1

 

Já o Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth optou por uma mostra fotográfica e exibição de artesanatos indígenas.

“A data é importante no sentido de combater os preconceitos, mostrar para a população um pouco da cultura indígena e fazer com que os direitos dos povos indígenas sejam respeitados”, pontuou o coordenador de Atenção à Saúde Indígena da Maternidade, Aharon Macuxi.

SECOM RORAIMA

JORNALISTA: Minervaldo Lopes

FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Governo Presente no Cantá Suyanne Sá Ascom Sesau 2

 

Há três meses, a dona de casa Adriana Peixoto, de 49 anos, tem reclamado de dores intensas no joelho e por causa disso as atividades domésticas foram limitadas.

Ela teve a oportunidade de se consultar com um médico ortopedista na primeira edição do Governo Presente, com médicos da Sesau (Secretaria de Saúde), nesta sexta-feira, 19, no município de Cantá, a Leste do Estado.

 “Eu estava precisando de uma consulta no ortopedista, o meu joelho estava há uns três meses doendo e quando vi essa ação de hoje resolvi procurar ver o que está acontecendo com esse joelho. Sempre o Governo do Estado faz essas ações que valorizam muito os munícipes”, destacou a paciente.

 Até às 13 horas, a população teve acesso às especialidades de odontologia, ortopedia, cardiologia, pediatria e oftalmologia.

 

Governo Presente no Cantá Leandro Freitas Ascom Sesau 1

 

A ação, que ocorreu no Colégio Estadual Militarizado José Aureliano da Costa, promoveu mais de 600 atendimentos em saúde.

“A Sesau cumpre a sua missão de levar saúde com médicos especialistas para todos os cantos do Estado por meio do Programa Saúde Itinerante. E nessa primeira edição do ano do Governo Presente, realizamos mais de 600 atendimentos só numa manhã”, enfatizou a secretária de Saúde, Cecília Lorenzon.

Além da saúde, o Governo Presente levou serviços de outras Secretarias e autarquias do Estado, tais como: emissão de RG, consulta de veículos e CNH, serviços jurídicos, parcelamento de contas de água, corte de cabelo, esmalteria, entre outros.

SOBRE A SAÚDE ITINERANTE

Criado pela Sesau com o propósito de aproximar a população dos serviços de saúde, o Saúde Itinerante é gerenciado pela Coordenadoria Geral de Assistência Especializada.

No ano passado, o programa realizou mais de 30 mil atendimentos, levando serviços de qualidade para a capital, municípios do interior e Dseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) do Estado.

“São serviços que tem como propósito desafogar as nossas unidades de saúde e valorizar as pessoas que buscam por nossas ações”, completou o diretor do Departamento de Políticas de Saúde Itinerante, Genival Ferreira.

SECOM RORAIMA

JORNALISTA: Suyanne Sá

FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Mutirões_de_Cirurgias_no_Hospital_Regional_Sul_Ottomar_de_Sousa_Pinto_Ascom_Sesau_1.jpeg

Mais de 150 pacientes foram operados no mutirão cirúrgico promovido pelo Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), no Hospital Regional Sul Ottomar de Sousa Pinto, em Rorainópolis.

Esses pacientes estavam na fila de espera das cirurgias eletivas há mais de um ano. O mutirão ocorreu no período de 10 a 16 de abril, contemplando as especialidades de cirurgia geral e cirurgia ginecológica.

“Eram procedimentos que estavam parados há mais de um ano. Foram mais de 150 procedimentos realizados, tanto da Cirurgia Geral quanto da Ginecologia. Foi muito gratificante realizar esses mutirões, tendo em vista que todas as cirurgias foram realizadas com 100% de sucesso, sem nenhum tipo de intercorrência, acabando com uma longa espera desses pacientes”, destacou a diretora geral da unidade, Rayane Phranklismar.

Moradora de Rorainópolis, Nilda Valente foi uma das pacientes contempladas no mutirão de cirurgia ginecológica. Ela agradeceu a acolhida que recebeu de toda a equipe da unidade.

“Graças a Deus fui muito bem acolhida, muito bem atendida pela equipe médica e estou muito agradecida por ter conseguido essa cirurgia, pois faz muito tempo que estava buscando por esse procedimento”, disse.

Para o paciente Antônio Araújo, a realização dos procedimentos demonstra a preocupação do Governo com o bem-estar da população.

“Sou morador de Rorainópolis também. Quero parabenizar a equipe de médicos e enfermeiros do hospital, e ao Governo por ter conseguido esse mutirão. Fui atendido graças a Deus”, pontuou.

Mutirões_de_Cirurgias_no_Hospital_Regional_Sul_Ottomar_de_Sousa_Pinto_Ascom_Sesau_5.jpeg

PRÓXIMO MUTIRÃO

Rayane Phranklismar informou que a próxima etapa de mutirões cirúrgicos será realizada em maio, do dia 11 ao dia 16, com a expectativa de realização de 150 procedimentos.

“Será nos mesmos moldes da primeira etapa. Vamos atualizar os exames de alguns pacientes, auxiliando na emissão do risco cirúrgico, para que posteriormente eles passem pela avaliação médica, para assim entrar no mapa cirúrgico da unidade”, completou.

 

SOBRE O HOSPITAL

Inaugurado em março de 2014, Hospital Regional Sul Ottomar de Sousa Pinto é a principal referência no atendimento de urgência e emergência médica da região Sul do Estado, atendendo as demandas de Rorainópolis, dos municípios vizinhos e até mesmo da população de cidades amazonenses, já que o município faz divisa com o Amazonas.

O complexo hospitalar da unidade também dispõe dos serviços da Maternidade de Rorainópolis Thereza Monay Montessi e do Centro de Especialidades Médicas Dr. Alceste Madeira de Almeida.

 

SECOM RORAIMA

JORNALISTA: Minervaldo Lopes

FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Oficina_de_elaboração_do_Programa_Nacional_de_Saúde_e_Segurança_dos_Trabalhadores_do_SUS_Suyanne_Sá_Ascom_Sesau_2.jpeg

O Ministério da Saúde, em parceria com a Sesau (Secretaria de Saúde), iniciou nesta quinta-feira, 18, a oficina de elaboração do Programa Nacional de Saúde e Segurança dos Trabalhadores do SUS. A atividade segue até esta sexta-feira, 19.

Com foco na Atenção Integral à Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde, o evento está sendo realizado no auditório do Boa Vista Eco Hotel, situado no bairro Mecejana.

A secretária-adjunta da Sesau, Adilma Lucena, ressaltou a importância da atividade para o Estado.

“Acreditamos que essa oficina é muito importante, principalmente para os nossos RHs [recursos humanos], e efetivamente para que sejam criadas matrizes de documentos, para que possamos ter no âmbito de cada unidade de saúde o nosso Programa de Gerenciamento de Risco e o Programa de Saúde Operacional dos Trabalhadores”, ressaltou

De acordo com a coordenadora Geral de Gestão e Valorização do Trabalho na Saúde do Ministério da Saúde, Erica Bowes, o objetivo da oficina é promover um processo de prevenção dos riscos e agravos da saúde do trabalhador.

“Entendemos que essa articulação deve ser com toda a rede SUS, reconhecendo a participação dos entes federados nessa rede compartilhada.  Com isso garantir que os trabalhadores possam ter condições, processos e relações de trabalho adequados, seguros, dignas e humanizadas”, ressaltou.

Oficina_de_elaboração_do_Programa_Nacional_de_Saúde_e_Segurança_dos_Trabalhadores_do_SUS_Suyanne_Sá_Ascom_Sesau_4.jpeg

Além de representantes de unidades hospitalares de grande porte, a oficina conta ainda com a participação de membros do Conselho Estadual de Saúde de Roraima, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde e Vigilância em Saúde do Trabalhador.

“As políticas que serão desenvolvidas aqui permitirão que o trabalhador tenha acesso a uma saúde integral, um olhar humanizado. Então, esses dois dias vão ser de trabalho árduo, mas nós temos certeza que as matrizes, tudo que for construído, serão produtos muito importantes para a elaboração desse Programa”, destacou a coordenadora Geral de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde da Sesau, Johanne Pontes.

 

SECOM RORAIMA

JORNALISTA: Suyanne Sá

FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Atendimento_a_indígenas_no_HC_e_Cosme_e_Silva_Suyanne_Sá_Ascom_Sesau_1_1.jpeg

O Governo de Roraima vem fortalecendo cada vez mais o cuidado e a prestação do serviço de saúde aos povos originários. As mudanças no fluxo de atendimento das unidades de referência da Rede Estadual de Saúde proporcionaram absorver uma demanda crescente.

Com a criação do Núcleo de Saúde Indígena, a Sesau (Secretaria de Saúde) conseguiu dar uma nova dinâmica aos atendimentos que são realizados no Hospital das Clínicas Dr. Wilson Franco Rodrigues e Pronto Atendimento Cosme e Silva, ambas situadas na zona Oeste de Boa Vista.

No caso do HC, unidade que oferece atendimentos de clínica médica por meio de leitos de retaguarda, os indígenas contam com ambientes que respeitam as tradições, independentemente do país de origem. São atendidos indígenas da Venezuela, por exemplo.

“Nós temos o redário, uma alimentação diferenciada voltada para a cultura indígena, temos também a identificação no leito específico com as figuras representando sua etnia”, explicou a enfermeira e coordenadora do Núcleo, Beatriz Gonçalves.

Em 2023, o HC recebeu 314 pacientes indígenas oriundos do Hospital Geral de Roraima e Pronto Atendimento Cosme e Silva; enquanto em 2024, até o dia 15 de abril, foram admitidos 118 pacientes.

“Todo o nosso trabalho é voltado para a cultura desses pacientes, tentando viabilizar [ao máximo] toda uma preocupação com a internação, respeitando suas culturas”, reforçou.

Atendimento_a_indígenas_no_HC_e_Cosme_e_Silva_Suyanne_Sá_Ascom_Sesau_2.jpeg

Indígena da etnia Macuxi, Arrison Raposo, de 34 anos, veio da comunidade Raposa Serra do Sol em razão de uma suspeita de Hepatite B, com quadro de febre. Ele avaliou o atendimento recebido pela equipe multiprofissional do HC como importante para a sua recuperação.

“Eu pedi o apoio do pessoal da Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena do Governo Federal] na minha comunidade. Fui para Normandia e depois me transferiram para Boa Vista. O atendimento aqui [no HC] é excelente, e estou sendo bem tratado, graças a Deus”, ressaltou.

A poucos metros do HC, o Pronto Atendimento Cosme e Silva é responsável por prestar serviços de urgência e emergência médica. Só em 2023, a unidade contabilizou 3.727 atendimentos a pacientes indígenas, entre aldeados e não aldeados; e 1.092 atendimentos de 1º de janeiro até o dia 15 de abril de 2024.

No Cosme e Silva o paciente indígena é atendido, estabilizado, alimentado e em seguida é transferido para a Casai onde segue o tratamento.

 

SECOM RORAIMA

JORNALISTA: Suyanne Sá

FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau