Sesau realiza sexta oficina do projeto FortaleceSES em Roraima

A iniciativa busca qualificar a gestão da saúde no Estado e fortalecer o planejamento estratégico no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). A oficina faz parte de uma iniciativa nacional que integra o Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS), coordenada pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Nessa etapa, o foco do trabalho foi o monitoramento dos indicadores relacionados ao plano de intervenção definido ao longo das oficinas anteriores. A programação incluiu a construção do painel de bordo e da matriz de monitoramento, instrumentos que permitirão acompanhar e avaliar, de forma sistemática, as ações pactuadas entre Estado, municípios e instituições parceiras. De acordo com a coordenadora da Coordenadoria Geral de Planejamento da Sesau, Edileuza Alves Soares, a oficina marca um momento importante de consolidação de tudo que foi construído ao longo do projeto. “Chegamos hoje à oficina 6 do FortaleceSES, um momento muito importante de consolidação de tudo que foi construído ao longo desse percurso. Esta oficina nos convida a refletir, avaliar e fortalecer as práticas que estamos desenvolvendo, sempre com foco na qualificação do cuidado e no fortalecimento da gestão do SUS”, destacou. O projeto FortaleceSES vem sendo desenvolvido de forma progressiva desde 2024, com a constituição de grupos de trabalho e a definição de um foco estratégico prioritário para Roraima. Segundo o facilitador do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Sérgio Vinícius, o projeto atua em dois eixos principais, com oficinas práticas e formação em planejamento estratégico, sendo presente nos 27 Estados brasileiros. “Estamos trabalhando com monitoramento do foco, através do levantamento dos indicadores voltados ao plano de intervenção, onde vai ser construído hoje e amanhã o painel de bordo e a matriz de monitoramento com a seleção de indicadores para serem monitorados e avaliados pela equipe da Sesau, do Cosems [Conselho das Secretarias Municipais de Saúde], e do município”, afirmou Sérgio. O FortaleceSES segue em execução até julho deste ano, quando serão realizadas a sétima e a oitava oficina, encerrando o ciclo de atividades previstas. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Hemoraima convoca doadores de sangue de tipagens negativas para reforçar estoque durante o feriado de carnaval

O Hemoraima (Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima) reforça o chamado à população para a doação voluntária de sangue, com atenção especial às tipagens negativas. A medida é necessária diante da redução nos estoques desse grupo sanguíneo, essencial para atendimentos de urgência e emergência em toda a rede de saúde pública e particular. O reforço será importante para o feriado de carnaval. “Todos os doadores que são de tipagens negativas A, B, O e AB, que estão dentro do prazo para doação de sangue ou aquelas pessoas que não são doadoras ainda, mas que querem se tornar doadores, procurem o Hemoraima para que nós possamos reabastecer os nossos estoques, que as doações de bolsas negativas estão baixos”, afirmou a responsável pelo setor de Captação de Doadores, Liliana Bezerra. A unidade reforça a importância da doação ao longo de 2026, mantendo o atendimento regular aos doadores e seguindo todos os critérios de segurança. A recomendação é que os interessados compareçam à unidade em boas condições de saúde, munidos de documento oficial com foto. “Nós agradecemos imensamente a todos os nossos doadores que se fizeram presentes no ano de 2025, nós tivemos um bom quantitativo, e agora, em 2026, nós continuamos precisando de todas as doações de todas as tipagens, porém com prioridade aos doadores de tipagens negativas”, destacou Liliana. Quem pode doar? Para ser um doador de sangue, é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar no mínimo 50 quilos, estar alimentado e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior. No momento da doação, é preciso apresentar um documento oficial com foto. Caso o interessado seja menor de 18 anos, o mesmo deve estar acompanhado dos pais e se for um tutor legal deve ter o consentimento formal dos pais ou do responsável legal. Se encaixando nesses critérios, o doador é cadastrado e encaminhado para uma entrevista, para em seguida passar por uma triagem. Não havendo nenhum impedimento, ele é encaminhado para a sala de coleta onde é feita a doação, que dura no máximo 10 minutos. O Hemoraima fica localizado na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, próximo ao HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento). O horário de funcionamento da unidade é de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 11h e de 13h30 às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo contato: (95) 98404-9593. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Maternidade fecha 2025 com aumento no número de atendimentos

O HMI (Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth) encerrou 2025 com grandes resultados na assistência materna e neonatal, com avanços na ampliação dos atendimentos, na qualificação dos serviços e na implementação de novas estruturas voltadas à humanização do cuidado. Ao longo do ano, a unidade manteve-se como a principal referência estadual para atendimento especializado às mulheres durante a gestação, parto e puerpério, além do cuidado integral aos recém-nascidos. A unidade contabilizou cerca de 12.864 atendimentos e procedimentos, sendo 9.557 partos normais e cesáreos. “Conseguimos aumentar em cinco vezes o quantitativo de cirurgias eletivas. Enquanto 2024 foi marcado por um ano mais de organização institucional, 2025 foi o ano de implementações. Com esse quantitativo, mantivemos uma taxa de ocupação muito baixa e o cuidado humanizado traz para as pacientes um acolhimento muito maior e uma sensação de humanização na hora do seu momento mais importante”, afirmou o diretor da Maternidade, Manoel Roque. No ano passado, a unidade ampliou a estrutura física e assistencial com a implantação de novos serviços e ambientes estratégicos. Entre as entregas realizadas estão o acolhimento com classificação de risco que substitui o antigo modelo de triagem, a Sala Lilás, o posto de coleta de leite humano, a Sala da Mulher Trabalhadora que Amamenta e a revitalização do CPNI (Centro de Parto Normal Intra-hospitalar). Com investimento do Governo de Roraima, o HMI também passou a contar com uma sala de treinamento e uma sala de simulação realística, equipada com bonecos de alta fidelidade, destinada à capacitação contínua de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas em procedimentos como intubação, ventilação mecânica e reanimação neonatal. “Conseguimos entregar também uma sala de treinamento, uma sala de simulação realística com bonecos realistas para os médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, seja para treinar intubação, ventilação mecânica, reanimação”, destacou Manuel. Esse cenário permitiu o fortalecimento do processo de humanização do atendimento, com a inserção de doulas no pré-parto, a ampliação das visitas de vinculação, que possibilitam às gestantes conhecerem previamente a unidade e a equipe, e a implementação de ações específicas voltadas à saúde indígena, com a organização de enfermarias indígenas em cada bloco assistencial. A ambiência da maternidade também foi aprimorada com a revitalização do CPNI, que recebeu identidade visual com elementos regionais, tornando o espaço mais acolhedor para as gestantes e familiares. “A revitalização do CPNI recebeu uma ambiência perfeita, maravilhosa, com desenhos regionais pintados nas suas paredes. E tudo isso ainda sendo a maior Maternidade em números de leitos e em número de partos, imagine só, são cerca de 30 a 50 partos realizados por dia, cerca de 150 atendimentos na porta de entrada, são mais de 5.000 mulheres que passam pela porta do HMI procurando atendimento”, ressaltou o diretor. Outro avanço importante registrado em 2025 foi a redução significativa da taxa de ocupação hospitalar, que registrou uma taxa média inferior a 65%, garantindo mais conforto e segurança às pacientes. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Samu passa a aceitar acionamento do 192 via internet em locais sem sinal de operadora

A Sesau (Secretaria de Saúde) ampliou o acesso ao atendimento de urgência e emergência com a implantação do Samu+, ferramenta que permite o acionamento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) mesmo em locais sem cobertura de operadora de telefonia móvel, desde que o cidadão esteja conectado à internet. A nova funcionalidade consiste em um software de regulação utilizado pelo serviço, responsável pelo registro das ocorrências e das ligações recebidas, além de viabilizar a troca de informações entre as equipes de regulação e intervenção e a geração de dados estatísticos encaminhados ao Ministério da Saúde. “O Samu+ está disponibilizando a possibilidade da realização de ligações via web, ou seja, locais que não tem sinal de operadora, ou se por alguma razão alguma região está com problema na operadora, mas tem sinal de internet, esses lugares vão poder acionar o 192”, explicou a responsável pelo suporte de TI do Samu, Wandressa Reis. Para utilizar o serviço, a população deve salvar em seu telefone o número +55 95 3621-2800. No momento da emergência, basta enviar uma mensagem via WhatsApp para esse contato. Automaticamente, o usuário receberá um link que direciona para uma página web, onde será possível realizar a chamada para o 192. A ligação é gravada e registrada no sistema, garantindo a segurança das informações e a continuidade do atendimento. A Cermu (Central Estadual de Regulação Médica de Urgência de Roraima) é responsável por regular o socorro pré-hospitalar de urgência, intermediando atendimentos clínicos, traumáticos e transferências inter-hospitalares de pacientes em todos os 15 municípios do Estado. Somente em 2025, a Central registrou cerca de 54.368 protocolos de atendimentos. Ao acionar o serviço pelo 192, é preciso estar atento para repassar as informações necessárias para agilizar o atendimento da equipe móvel, como endereço completo e pontos de referência. Em casos de acidentes em vias públicas e rodovias, recomenda-se isolar e sinalizar o local para evitar novas ocorrências. Além disso, após o contato com o serviço de urgência, a vítima não deve deixar o local, pois pode acarretar em um cancelamento da ocorrência. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Coronel Mota inicia semana com atendimentos de livre demanda para hanseníase

Em alusão ao Janeiro Roxo, mês de combate à hanseníase, a Policlínica Coronel Mota realiza, a partir desta segunda-feira, 26, atendimentos de livre demanda voltados a pessoas que apresentem sintomas suspeitos da doença ou que tenham histórico de casos na família. A ação segue até sexta-feira, 30. Durante a semana, profissionais de saúde estarão disponíveis para avaliação clínica, identificação de sinais da doença e encaminhamento adequado para tratamento, quando necessário. Para participar, é necessário comparecer diretamente à unidade, no horário das 7h às 11h, no bloco A, nas salas 11, 12, 13 e 14, levando documento oficial com foto e Cartão do SUS, e procurar a equipe responsável pela campanha. Serão disponibilizadas 40 vagas diárias. “Uma campanha desse porte é extremamente importante para a conscientização da população, que muitas vezes não sabe que está com a doença. Também é fundamental para reforçar que a hanseníase tem cura e que contamos com profissionais empenhados em melhorar a qualidade de vida e a atenção prestada a esses pacientes”, afirmou a gerente do Núcleo de Controle da Hanseníase, Keiciane Matos. Segundo ela, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada por bactéria, que acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. A ação tem como objetivo ampliar o diagnóstico precoce, orientar a população e garantir acesso rápido ao atendimento especializado. “Os sintomas incluem manchas na pele com alteração de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor e ao toque; comprometimento dos nervos periféricos; áreas com diminuição de pelos e suor; sensação de formigamento ou fisgadas, principalmente nas mãos e nos pés; diminuição ou ausência de força muscular na face, nas mãos e nos pés; além de caroços no corpo, que em alguns casos podem ser avermelhados e doloridos”, ressaltou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Sesau retoma atividades do Grupo Condutor Estadual da RAPS em Roraima

A Sesau (Secretaria de Saúde) realizou nesta segunda-feira, 26, a reunião de retomada do Grupo Condutor Estadual da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial). O objetivo é qualificar os processos de cuidado e fortalecer a rede de atenção psicossocial em Roraima. O Grupo é uma instância estratégica de gestão da política de saúde mental, responsável por apoiar o planejamento, a organização e o monitoramento das ações no território, considerando as necessidades do Estado, dos municípios e das regiões de saúde. “É um grupo importante para fortalecer essa rede no Estado, no sentido de planejamento, organização e monitoramento dos serviços existentes no Estado”, afirmou a diretora do Departamento de Política de Saúde Mental, Sofia Lima. A reunião foi realizada no auditório da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde) e contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde, reforçando o alinhamento entre as políticas estadual e federal. “Com a representação do Ministério da Saúde, o grupo condutor tem esse papel de gestão da política de saúde mental e também de planejamento dessa política no território. Considerando também essa necessidade de um olhar cuidadoso para essas demandas relativas ao processo migratório, qualificação da equipe, de pensar a educação permanente, de pensar a ampliação e fortalecimento da RAPS”, ressaltou o consultor técnico do MS, Calvin Campos. Durante o encontro, foram discutidas pautas prioritárias como a ampliação e o fortalecimento da RAPS, a qualificação das equipes por meio da educação permanente, a organização dos fluxos de atendimento e a atenção às demandas relacionadas ao processo migratório. Para a diretora do CAPS III (Centro de Atenção Psicossocial), Walqueline Costa, a presença do Ministério da Saúde fortalece o trabalho desenvolvido no Estado. “A visita do Ministério [da Saúde] fortalece a gente em vistas que traz uma perspectiva de colaboração, uma perspectiva de contribuição para o que já fazíamos e também desenvolvendo políticas que possamos implementar para melhorar o trabalho que já desenvolvemos dentro da rede na RAPS e com todos os nossos colaboradores, servidores e pacientes”, finalizou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
HGR integra estudo nacional que investiga fatores genéticos associados ao AVC

O HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento) foi selecionado para integrar um estudo nacional que investiga fatores genéticos associados ao AVC (Acidente Vascular Cerebral) do tipo isquêmico. A iniciativa faz parte do Projeto Artemis, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento, do Rio Grande do Sul, e reúne 11 centros de pesquisa em diferentes regiões do país. “Hoje temos uma assistência completa, investigação, reabilitação e estamos dando um passo mais na frente, pois estaremos participando de estudos que vão melhorar os tratamentos no futuro. Vamos estudar a genética dos pacientes com AVC, sabemos que 60% dos fatores de risco são conhecidos, mas 40% ainda não conhecemos o motivo, então estaremos nos aprofundando nisso, montaremos um banco genético no Brasil”, afirmou a coordenadora da unidade de AVC agudo do HGR, Lívia Martins. O Projeto Artemis tem como objetivo comparar a genética de pacientes que sofreram AVC com a de pessoas sem histórico da doença, a fim de identificar possíveis fatores genéticos de risco na população brasileira. O estudo também analisa o perfil farmacogenético dos pacientes, avaliando possíveis resistências a medicamentos utilizados no tratamento. Segundo o médico geneticista e representante do projeto, André Anjos da Silva, a inclusão de Roraima é fundamental para garantir a representatividade nacional da pesquisa. “O projeto Artemis busca descobrir na população brasileira quais podem ser os fatores de risco genético do AVC. Dentro disso a importância do dia de hoje é fazer a capacitação dos profissionais aqui do HGR, especialmente da área da neurologia, para que eles possam fazer o atendimento e a inclusão desses pacientes [dentro do estudo]”, explicou. Metodologia A qualificação dos profissionais será realizada ao longo deste ano, enquanto isso eles estarão acompanhando de perto as avaliações clínicas, exames de retina e os sequenciamentos de genoma completo de cada paciente participante. A meta é que, até o final de 2026, aproximadamente 100 pacientes de cada região integrem o estudo. A partir dos resultados iniciais, a expectativa é ampliar o número de regiões participantes e diversificar os métodos de acordo com os resultados obtidos neste ano. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Maternidade fecha 2025 com aumento no número de atendimentos

Ao longo do ano, a unidade manteve-se como a principal referência estadual para atendimento especializado às mulheres durante a gestação, parto e puerpério, além do cuidado integral aos recém-nascidos. A unidade contabilizou cerca de 12.864 atendimentos e procedimentos, sendo 9.557 partos normais e cesáreos. “Conseguimos aumentar em cinco vezes o quantitativo de cirurgias eletivas. Enquanto 2024 foi marcado por um ano mais de organização institucional, 2025 foi o ano de implementações. Com esse quantitativo, mantivemos uma taxa de ocupação muito baixa e o cuidado humanizado traz para as pacientes um acolhimento muito maior e uma sensação de humanização na hora do seu momento mais importante”, afirmou o diretor da Maternidade, Manoel Roque. No ano passado, a unidade ampliou a estrutura física e assistencial com a implantação de novos serviços e ambientes estratégicos. Entre as entregas realizadas estão o acolhimento com classificação de risco que substitui o antigo modelo de triagem, a Sala Lilás, o posto de coleta de leite humano, a Sala da Mulher Trabalhadora que Amamenta e a revitalização do CPNI (Centro de Parto Normal Intra-hospitalar). Com investimento do Governo de Roraima, o HMI também passou a contar com uma sala de treinamento e uma sala de simulação realística, equipada com bonecos de alta fidelidade, destinada à capacitação contínua de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas em procedimentos como intubação, ventilação mecânica e reanimação neonatal. “Conseguimos entregar também uma sala de treinamento, uma sala de simulação realística com bonecos realistas para os médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, seja para treinar intubação, ventilação mecânica, reanimação”, destacou Manuel. Esse cenário permitiu o fortalecimento do processo de humanização do atendimento, com a inserção de doulas no pré-parto, a ampliação das visitas de vinculação, que possibilitam às gestantes conhecerem previamente a unidade e a equipe, e a implementação de ações específicas voltadas à saúde indígena, com a organização de enfermarias indígenas em cada bloco assistencial. A ambiência da maternidade também foi aprimorada com a revitalização do CPNI, que recebeu identidade visual com elementos regionais, tornando o espaço mais acolhedor para as gestantes e familiares. “A revitalização do CPNI recebeu uma ambiência perfeita, maravilhosa, com desenhos regionais pintados nas suas paredes. E tudo isso ainda sendo a maior Maternidade em números de leitos e em número de partos, imagine só, são cerca de 30 a 50 partos realizados por dia, cerca de 150 atendimentos na porta de entrada, são mais de 5.000 mulheres que passam pela porta do HMI procurando atendimento”, ressaltou o diretor. Outro avanço importante registrado em 2025 foi a redução significativa da taxa de ocupação hospitalar, que registrou uma taxa média inferior a 65%, garantindo mais conforto e segurança às pacientes. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Roraima reduz em quase 30% os casos prováveis de dengue em 2025

Em 2025, Roraima registrou redução de 29,9% nos casos prováveis de dengue em comparação com o ano anterior. O Estado saiu de 715 casos prováveis em 2024 para 501 registros em 2025, conforme dados da Sesau (Secretaria de Saúde). De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), José Vieira Filho, o resultado é atribuído ao fortalecimento das ações de vigilância, do controle e eliminação dos focos do mosquito. “As ações que o Estado vem desenvolvendo para reduzir os casos de arboviroses ocorre parceria juntamente com os municípios, onde nossa equipe vai em campo, colabora tecnicamente com os municípios através de supervisão direta no desenvolvimento das atividades de rotina, na realização do LIRAa [Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti] em guia e também nas capacitações tanto de vigilância, manejo clínico e controle vetorial”, explicou. Somente em 2025, foram realizadas 43 visitas técnicas aos 15 municípios, além do acompanhamento presencial das atividades de rotina e da execução do LIRAa, garantindo transparência e monitoramento contínuo da situação epidemiológica. A Sesau também investiu na qualificação dos profissionais, com a capacitação de 280 médicos em manejo clínico das arboviroses, fortalecendo a resposta da rede de saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos pacientes. No último trimestre Apesar da redução expressiva no acumulado do ano, Roraima apresentou um aumento de 72% nos casos prováveis de dengue nos últimos três meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre outubro e dezembro do ano passado, foram registrados 62 casos, enquanto no mesmo período de 2025 o número subiu para 107. Esse crescimento está associado, principalmente, às mudanças climáticas e às chuvas fora de época, que favoreceram a proliferação do mosquito Aedes aegypti. “No último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, tivemos seis municípios classificados como alto risco para a epidemia de dengue. São eles, Alto Alegre, Amajari, Iracema, Pacaraima, São João da Baliza e São Luiz. Para médio risco foram quatro municípios, Boa Vista, Cantá, Caroebe e Mucajaí. E com baixo risco, cinco municípios, Bonfim, Caracaraí e Rorainópolis, Normandia e Uiramutã”, afirmou Vieira. Como prevenir Para prevenir novos casos, a orientação é que a população elimine depósitos de água parada em residências e quintais e procure atendimento médico imediato em caso de febre alta, dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos. Vacina contra a Dengue A vacinação contra a dengue é uma das estratégias de proteção da população contra a doença. Roraima foi um dos primeiros estados a receber o imunizante, reforçando a prevenção e a redução de casos graves. Atualmente, o público prioritário definido pelo Ministério da Saúde é de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em situações específicas, conforme avaliação das autoridades de saúde, a faixa etária pode ser ampliada. A vacina deve ser aplicada preferencialmente nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). É importante destacar que gestantes não devem se vacinar contra a dengue. Mesmo com a disponibilidade da vacina, as autoridades reforçam que a prevenção continua sendo fundamental. A população deve eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, manter quintais e recipientes limpos, evitar água parada e ficar atenta aos sintomas da doença, procurando atendimento médico ao primeiro sinal de alerta. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Sala Lilás é reestruturada para melhor atendimento às vítimas de violência sexual e doméstica

O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth iniciou 2026 com um novo olhar sobre a assistência à mulher, com base no acolhimento, no respeito e na humanização. A unidade reestruturou a Sala Lilás, espaço dedicado ao atendimento humanizado de mulheres em situação de violência, garantindo escuta qualificada, privacidade e cuidado integral. “A Sala Lilás é prevista pelo Ministério da Saúde, mas fizemos um ambiente mais humanizado para o cuidado dessa mulher vítima de violência [sexual e doméstica]. Antes, essa paciente chegava na maternidade e contava sua história na recepção, para a enfermeira, para médica, para o serviço social e para a psicologia. Agora, relata sua história apenas uma vez”, afirma o diretor da Maternidade, Manuel Roque. Ao informar a situação de violência ainda na recepção, a paciente é direcionada para a Sala Lilás, onde será feito o acolhimento pela enfermeira, assistente social e pela psicóloga, quando houver necessidade. A avaliação médica é feita lá dentro, bem como a coleta de exames, de forma sigilosa. “Dessa maneira, faz com que ela fique isolada e resguardada em uma sala muito acolhedora e silenciosa. Ela não tem contato com outros servidores da unidade, as outras pessoas não sabem que essa sala fica ali. Então, traz um sigilo e um respeito para a paciente”, ressaltou. O diretor explica ainda que, a mulher vítima de violência sexual e doméstica pode e deve procurar a maternidade. Em 2025, a unidade recebeu cerca de 211 vítimas de violência. “No caso da violência sexual, essa paciente pode procurar diretamente a maternidade, ou ela pode fazer um Boletim de Ocorrência que então será encaminhada para cá, para essa avaliação ginecológica. Se ela não for fazer esse B.O., nós conseguimos registrar o boletim de ocorrência aqui na unidade com a colaboração da Polícia Militar. É muito importante a maternidade dar essa visibilidade e esse olhar diferenciado para os pacientes”, disse Roque. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau