Roraima qualifica profissionais em novo tratamento para malária em crianças

Roraima é o primeiro Estado da Amazônia Legal a iniciar a implementação da tafenoquina pediátrica no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde), medicamento indicado para a cura radical da malária por Plasmodium vivax em crianças com peso entre 10 e 30 quilos. A incorporação foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 64, de 15 de setembro de 2025. Com o uso da nova terapia, a CGVS (Coordenação Geral de Vigilância em Saúde) da Sesau (Secretaria da Saúde) está qualificando as equipes que vão atuar diretamente na aplicação do tratamento. Desde terça, 3, até sexta-feira, 6, cerca de 300 profissionais de saúde participam de uma capacitação estratégica para garantir segurança, eficácia e ampliação do acesso ao medicamento em todo o território roraimense. A qualificação acontece pela manhã e tarde no auditório da CGVS. O gerente estadual de Controle da Malária da CGVS, Gerson Castro, explicou que Roraima foi definida como prioridade nacional devido ao cenário epidemiológico. “Roraima está sendo o primeiro estado da Amazônia Legal a implementar essa medicação, porque mais de 80% dos casos de malária no Estado estão no território Yanomami, e mais de 50% desses casos são em crianças. Por isso, a prioridade é iniciar a tafenoquina pediátrica nessa região”, explicou. Capacitação fortalece estratégia no território Yanomami – A formação é conduzida pela Coordenação Nacional de Eliminação da Malária, em parceria com a Gerência Estadual de Controle da Malária da CGVS, e ocorre no auditório da Vigilância em Saúde, em Boa Vista. Na terça, 3, e quarta-feira, 4, estão sendo capacitados profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. Na quinta-feira, 5, o treinamento é direcionado ao Dsei Leste. Já na sexta-feira, 6, participam equipes das unidades básicas de saúde da capital. O público inclui referências técnicas municipais, agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, microscopistas, técnicos de patologia, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, que atuarão como multiplicadores em suas unidades. A capacitação aborda protocolos clínicos, critérios de elegibilidade, realização do teste quantitativo da enzima G6PD (Glicose-6-Fosfato Desidrogenase) –esse exame é obrigatório antes da administração da tafenoquina nas crianças devido ao risco de hemólise– e estratégias de monitoramento dos pacientes. Dose única e redução de recaídas – A tafenoquina representa um avanço no enfrentamento da malária por Plasmodium vivax, espécie responsável pela maior parte dos casos no Brasil. Diferentemente do tratamento convencional, que exige múltiplas doses, o novo medicamento é administrado em dose única, facilitando a adesão e reduzindo o risco de abandono do tratamento. “A tafenoquina é uma cura radical, ou seja, é uma dose única, de maneira simples, e que não permite a recaída da malária”, ressaltou Castro. Segundo ele, a estratégia é fundamental para reduzir a cadeia de transmissão, especialmente em áreas de difícil acesso, como comunidades indígenas e regiões remotas. A partir da segunda quinzena de março, a população elegível em Roraima já poderá receber o novo tratamento, inicialmente com foco no território Yanomami, onde se concentra a maior incidência da doença no Estado. Estratégia nacional de eliminação – A malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela fêmea do mosquito do gênero Anopheles. No Brasil, as espécies de maior relevância epidemiológica são P. vivax, P. falciparum e P. malariae. O Brasil segue a Estratégia Técnica Global da OMS (Organização Mundial da Saúde) e lançou o Plano Nacional de Eliminação da Malária, que prevê a redução progressiva de casos e a eliminação da transmissão autóctone até 2035. SECOM RORAIMAJORNALISTA: João Paulo PiresFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Sesau capacita profissionais para novo modelo de rastreamento do câncer do colo do útero

A Sesau (Secretaria de Saúde de Roraima) realiza nesta quinta-feira, 5, e sexta-feira, 6, a Oficina de Apoio à Implementação do Novo Rastreamento Organizado do Câncer do Colo do Útero, voltada à qualificação de profissionais da rede de atenção básica. A capacitação do NAPSM (Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Mulher) ocorre das 8h às 12h e das 14h às 18h, no bloco de Medicina da UFRR (Universidade Federal de Roraima), com o objetivo de preparar os trabalhadores da saúde para a implantação do novo modelo de rastreamento da doença no Estado. Inicialmente, 30 profissionais de Boa Vista, entre enfermeiros e agentes comunitários de saúde, participam da formação e atuarão como multiplicadores na expansão da estratégia para os demais municípios de Roraima. Novo método de rastreamento – A principal mudança no processo de prevenção é a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste DNA-HPV, método considerado mais sensível para identificar os tipos oncogênicos do vírus HPV, responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero. Enquanto o Papanicolau detecta alterações celulares quando a lesão já está instalada, o novo teste identifica a presença do vírus antes mesmo que as lesões se tornem visíveis, permitindo diagnóstico e acompanhamento mais precoces. O exame pode ser realizado inclusive por autocoleta, é indicado para mulheres entre 25 e 64 anos e, quando o resultado é negativo, permite intervalo de até cinco anos para a realização de um novo teste. A gerente do Napsm, Lilian Souza, destacou que a nova estratégia representa um avanço importante na organização da assistência à saúde da mulher. “Essa nova metodologia traz justamente a organização do processo de cuidado, permitindo que a atenção à saúde da mulher, especialmente no que envolve o tratamento oncológico, alcance níveis mais qualificados de atendimento”, explicou. Expansão para todo o Estado – Segundo a gerente, a implantação da nova metodologia começa pela capital, mas a expectativa é ampliar o treinamento para todo o Estado ainda em 2026. “Nós iniciamos o processo com profissionais das unidades básicas de saúde da capital, que estão recebendo informações sobre o novo teste e como ele funciona. A perspectiva é que, até o fim do ano, os demais municípios também recebam essa capacitação”, afirmou. A implementação do rastreamento organizado tem como objetivo ampliar as ações de prevenção, fortalecer o diagnóstico precoce e reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero em Roraima. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Victória TeixeiraFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Sesau realiza primeiro encontro sobre síndrome gripal

Para fortalecer as estratégias de monitoramento dos vírus respiratórios em Roraima, a CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde) realizou nesta segunda-feira, 10, o 1º Encontro de Unidades Sentinela de Síndrome Gripal de Roraima. Durante a programação, foram discutidos fluxos de vigilância, qualificação das notificações, análise de dados epidemiológicos e estratégias para aprimorar a detecção e a resposta oportuna a doenças respiratórias. “Nós esperamos com esse encontro fortalecer a vigilância sentinela de síndrome gripal, é uma vigilância hoje muito importante para o Brasil, nós conseguimos através dela captar os vírus circulantes antes de eles levarem a uma internação, a um óbito, e planejar ações de prevenção”, afirmou a enfermeira técnica do Núcleo de Controle da Poliomielite, Influenza e Tétano, Carolina Damacena. Entre as unidades de vigilância sentinela estão o Pronto Atendimento Cosme e Silva, a Casai Yanomami (Casa de Apoio à Saúde Indigêna) e o Hospital da Criança Santo Antônio, em Boa Vista, além de unidades localizadas nas regiões de fronteira como Pacaraima, Rorainópolis e Bonfim. Para a enfermeira da Unidade de Vigilância Epidemiológica do Pronto Atendimento Cosme e Silva, Auriuza Mendes, a participação das unidades é essencial para ampliar o monitoramento das síndromes gripais no estado. “Nós fazemos parte dessa pactuação como sentinela há algum tempo, devido à grande quantidade de pacientes que procura a unidade de uma forma geral. E com isso colaboramos com a questão do Estado como um todo nessa monitorização da síndrome gripal”, ressaltou. A coordenadora de Vigilância das Doenças Transmissíveis e Imunopreveníveis do município de Boa Vista, Edimilla Carneiro, ressaltou que o encontro também permite avaliar o desempenho das unidades e identificar pontos de melhoria na vigilância. “Isso é uma devolutiva de como essas unidades estão fazendo seu trabalho ali, como o trabalho delas está sendo visto e como ele é importante dentro desse contexto de vigilância dos vírus respiratórios. Então assim, eu espero que esses encontros eles aconteçam mais vezes para melhorar o nosso serviço, mostrar os nossos avanços, mas também trabalhar nas nossas fragilidades para ter uma vigilância cada vez melhor”, disse. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Diagnóstico precoce é fundamental para prevenir a perda da visão

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo e muitas vezes pode evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. A doença provoca lesões no nervo óptico, estrutura responsável por levar ao cérebro as informações captadas pelos olhos. Quando esse nervo é danificado, pode ocorrer perda progressiva da visão. O grande desafio é que muitos pacientes só percebem o problema quando a doença já está em estágio avançado. Nesta quinta-feira, 12, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Glaucoma e a Sesau (Secretaria de Saúde) reforça a importância das consultas oftalmológicas regulares para identificar a doença precocemente e evitar danos permanentes à visão. “É importante conversarmos sobre o glaucoma porque ele é a principal causa de cegueira no mundo, e a visão que se perde pelo glaucoma não pode ser recuperada, então é uma perda visual irreversível. Então todo o diagnóstico que fazemos de glaucoma e que conseguimos instituir um tratamento que controle a doença, nós estamos salvando a visão do paciente, quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento corretos nós estamos reduzindo o risco de cegueira”, afirmou médica oftalmologista especialista em glaucoma, Louise Gonçalves. Embora não tenha cura, o glaucoma possui tratamento e pode ser controlado quando diagnosticado a tempo. Dependendo do tipo e do estágio da doença, o tratamento pode ser feito com colírios, procedimentos a laser ou cirurgia. “Precisamos lembrar que existem pessoas que têm maior risco de desenvolver a doença, que são pessoas que têm algum parente de primeiro grau com glaucoma, pessoas que têm a pressão do olho alta, afrodescendentes, diabéticos. Pacientes que têm miopia, principalmente os altos míopes, quem faz uso de corticoide de forma prolongada, aqueles pacientes que têm síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono e enxaqueca, e pessoas acima de 40 anos”, destacou. A recomendação é que a população mantenha consultas regulares com o oftalmologista, especialmente após os 40 anos ou em casos de fatores de risco, garantindo o diagnóstico precoce e o cuidado adequado com a saúde ocular. “A consulta oftalmológica é a porta de entrada para que seja feito um exame oftalmológico completo, examinamos os olhos como um todo. E assim, iniciamos uma investigação mais aprofundada para solicitar exames mais específicos para glaucoma naqueles pacientes que têm alguma suspeita”, ressaltou a médica SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Roraima recebe Simpósio sobre saúde nas fronteiras

Para fortalecer Roraima no enfrentamento de emergências em saúde pública, a Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde e da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), deu início nesta terça-feira, 17, ao 1° Simpósio Saúde nas Fronteiras da Amazônia: Migração, Mudança Climática e Saúde. O evento ocorre no auditório da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), localizado na Av. Capitão Júlio Bezerra, 826, 31 de Março, e reúne gestores estaduais e municipais da saúde, Defesa Civil, DSEI (Distrito Sanitário Yanomami e Leste). A programação segue até quinta-feira, 19, para discutir os desafios e estratégias de preparação do sistema de saúde para os impactos das mudanças climáticas e dos fluxos migratórios na região. “O objetivo do Simpósio é de fortalecer o debate técnico e institucional sobre a organização dessas redes de vigilância e da assistência, relacionada à rede nos impactos das mudanças climáticas, como o período de estiagem que temos dentro do nosso estado, seco, aumento das temperaturas e ocorrência das queimadas”, afirmou a diretora de Vigilância Ambiental da CGVS, Vanessa Silva. Segundo o consultor nacional da OPAS, Carlos Frank, a iniciativa integra um projeto mais amplo voltado ao fortalecimento das capacidades dos estados fronteiriços da Amazônia. “Esse projeto vem sendo desenvolvido nos cinco Estados que têm fronteiras aqui na região amazônica, e ele tem o intuito de trazer uma tríade muito complexa do sistema público de saúde, que é a migração, mudanças climáticas e seus desafios de doenças emergentes e reemergentes que podem surgir nesse contexto”, destacou. Para o coordenador de Vigilância em Saúde do município de Rorainópolis, Clayson Oliveira, o Simpósio contribui diretamente para o fortalecimento das políticas públicas. “Esse seminário vem para complementar os nossos entendimentos em relação à questão das políticas públicas de saúde voltada para a parte de imigração, uma das mudanças climáticas nesse momento em que a gente vive. E a construção do plano vai ser um instrumento de trabalho onde teremos a oportunidade de construir junto para poder direcionar essas políticas para atender melhor a população”, ressaltou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
HGR implanta serviço de odontologia intra-hospitalar para cuidado integral ao paciente

O HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), unidade referência em média e alta complexidades, implantou em fevereiro o serviço de odontologia intra-hospitalar, ampliando a assistência aos pacientes internados, especialmente nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). A medida visa fortalecer o cuidado multidisciplinar e contribuir diretamente para a segurança e recuperação dos pacientes em estado crítico. “A odontologia intra-hospitalar é como o pilar essencial da sobrevivência da dignidade do paciente grave, a boca é um ecossistema complexo em um paciente crítico. E quando esse equilíbrio se rompe a boca se torna um reservatório de patógenos oportunistas, e com isso outras infecções vão aparecer, como a pneumonia associada à ventilação mecânica, prolongando o tempo de internação, então, infelizmente, aumentando as taxas de mortalidade”, afirmou o diretor técnico do HGR, Dr. Alysson Henrique Figueiredo. Com a introdução do serviço, o cirurgião-dentista passa a atuar de forma integrada à equipe composta por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, realizando diagnóstico precoce de focos infecciosos, manejo de mucosites (inflamações e úlceras dolorosas nas mucosas da boca ou do trato gastrointestinal) e controle de biofilme, prevenindo agravos. “Ele [cirurgião-dentista] não trata só uma doença, protege todo o sistema como um todo, agrega valores a um atendimento mais humanizado, diminui o tempo de internamento na UTI, diminui o uso de antibióticos desnecessários, reduz o desconforto oral, reduz a dor, então o paciente tem um atendimento muito mais humanizado”, explicou o Dr. Alysson. SECOM RORAIMATEXTO E FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Hospital de Pacaraima registra mais de 6 mil atendimentos em 2025 e reforça papel estratégico na fronteira

Integrado à rede estadual de saúde, o Hospital Délio de Oliveira Tupinambá, localizado no município de Pacaraima, na região Norte do Estado, registrou 6.150 atendimentos ao longo do ano de 2025. A unidade desempenha papel estratégico na assistência à saúde na fronteira com a Venezuela, garantindo atendimento contínuo à população local, comunidades indígenas, migrantes e pessoas em trânsito. “Com 12 leitos de internação, exercemos um papel fundamental na estabilização de pacientes graves, realizando também o manejo clínico e a remoção regulada para unidades de terapia intensiva de referência na Capital, quando indicado pelos nossos médicos. O funcionamento do hospital é assegurado por equipe plantonista médica em regime de plantão, garantindo assim atendimento 24 horas por dia”, afirmou o diretor da unidade, Mauricio Januário. Entre as atividades realizados pelo Hospital Délio de Oliveira Tupinambá estão a realização de atendimentos de urgência e emergência médica; internações clínicas e pediátricas; partos de baixo risco e assistência materno-infantil, além da realização de exames radiológicos, atendendo tanto a demanda hospitalar quanto as da Atenção Básica do município. A unidade também se consolida como referência estadual no atendimento a acidentes ofídicos, agravo comum em áreas de floresta e difícil acesso. Considerado ponto estratégico no extremo Norte de Roraima, o hospital atua em um território de elevada complexidade assistencial e abriga o Laboratório de Fronteira, sendo muito importante para diagnóstico regional e resposta sanitária na região. “O nosso Hospital Délio Oliveira Tupinambá mantém papel essencial na organização da rede de atenção à saúde do Estado de Roraima, contribuindo de forma decisiva para ampliação do acesso, redução de agravos, estabilização de quadros clínicos graves e proteção da vida”, destacou Januário. SECOM RORAIMATEXTO E FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
O Hospital Irmã Aquilina soma mais de 60 mil atendimentos em 2025

O Hospital Irmã Aquilina, localizado no município de Caracaraí, realizou 61.595 atendimentos em 2025, consolidando-se como uma das principais referências em cuidados médicos no sul do estado. A unidade funciona 24 horas por dia, com perfil voltado para urgência e emergência, além de oferecer suporte ambulatorial para usuários do SUS na região. “Caracaraí é um dos municípios que hoje é contemplado com duas ambulâncias fixas, uma com atendimento avançado. Hoje nós atendemos pacientes em estado grave quando tem a necessidade e esse mesmo paciente que necessita de um atendimento mais aprimorado, conseguimos dar o suporte, encaminhar ele para um médico, enfermeiro, fisioterapeuta, até a Policlínica Coronel Mota”, destacou a diretora do hospital, Lilian Matos. Ao todo, segundo o setor de estatísticas da unidade, foram contabilizadas 21.796 consultas emergenciais e 4.119 atendimentos de urgência, reforçando o papel da unidade como porta de entrada para casos agudos no município. No apoio diagnóstico dos pacientes, foram realizados 7.215 exames de raio-X e 25.216 exames laboratoriais, além de 259 exames de corpo de delito. Na área materno-infantil, o Hospital de Caracaraí dispõe de sala de parto ativa, com acompanhamento multiprofissional às gestantes, incluindo orientação, fisioterapia e assistência médica e de enfermagem, priorizando o parto humanizado, o que mostra a abrangência dos serviços prestados à população de Caracaraí. A unidade contabilizou um total de 30 partos naturais no ano de 2025. O hospital também contou com ações e palestras educativas voltadas tanto aos usuários quanto aos profissionais da unidade, fortalecendo a promoção da saúde. SECOM RORAIMATEXTO E FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Saúde Itinerante realiza 960 atendimentos especialistas em Caracaraí

Foram 390 consultas oftalmológicas, 120 pediátricas, 120 ortopédicas, 120 urológicas, 150 ginecológicas e 60 cardiológicas. Essa foi a segunda ação do programa este ano. O programa Saúde Itinerante é uma iniciativa da Sesau com a finalidade de acelerar a fila única do SUS e levar médicos especialistas aos 15 municípios, com consultas por livre demanda (sem passar pela UBS). Isso reflete também na economia de deslocamento do paciente para a Capital. Segundo a diretora do Hospital de Caracaraí, Lilian Matos, há muitos que Caracaraí não tinha uma ação desse porte no hospital. “Nesse sábado conseguimos fazer em média 900 atendimentos e isso para a população é de suma importância”, disse. O diretor do Departamento de Políticas de Saúde Itinerante da Sesau, Genival Ferreira, disse que em Caracaraí, a equipe se esforçou para atender a todos os pacientes que estavam regulados na fila única do SUS. “A população saiu com ar de gratificação de estar fazendo o seu acompanhamento médico e o seu check-up dentro da unidade no seu município sem precisar se deslocar ou gastar”, enfatizou, ao adiantar que outros municípios serão contemplados ao longo dos meses. Primeira ação de 2026 – A primeira ação do calendário 2026 foi realizada na Escola Estadual Monteiro Lobato, em Boa Vista. Foram ofertadas 300 consultas nas especialidades de oftalmologia, cardiologia, pediatria, ginecologia e ortopedia. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Leandro FreitasFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
Hospitais da rede estadual registram mais de 8 mil atendimentos no Carnaval

Os números refletem o reforço no planejamento das equipes e a organização das unidades para garantir assistência ininterrupta para a população. Na capital, o maior volume foi registrado no PACS (Pronto Atendimento Cosme e Silva), com 4.106 atendimentos, consolidando a unidade como principal porta de entrada para casos de menor complexidade e urgências moderadas. “Assim como todas as unidades de saúde do Estado na capital e no interior de Roraima, permanecemos sempre alertas e à disposição da população. A saúde é um serviço essencial e contínuo, e nossas equipes seguem organizadas e devidamente dimensionadas para garantir atendimento seguro, humanizado e resolutivo. Estou aqui reafirmando nosso compromisso permanente com a vida, porque cuidar das pessoas não é apenas uma função, é uma missão que não para”, afirmou a diretora técnica do PACS, Moema Farias. No HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), principal referência do Estado, foram realizadas 96 cirurgias eletivas e 37 cirurgias emergenciais, mantendo a assistência hospitalar de média e alta complexidade. No PSFE (Pronto-Socorro Francisco Elesbão), foram registrados 553 atendimentos, enquanto o PSAR (Pronto-Socorro Dr. Airton Rocha) somou 1.915 atendimentos, concentrando casos de maior gravidade e situações que demandam intervenção imediata. Ambas as unidades ficam situadas no mesmo complexo do HGR Já o Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth contabilizou 172 partos, garantindo atendimento às gestantes e puérperas durante todo o feriado. A unidade está situada no bairro São Francisco. Atendimentos no Interior – Nos municípios do interior, as unidades também mantiveram funcionamento integral, assegurando assistência regionalizada e evitando deslocamentos desnecessários para a capital. Ao todo, foram registrados 1.372 atendimentos nas quatro principais unidades fora de Boa Vista. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau