SAÚDE MENTAL – Sesau e Setrabes promove palestras sobre saúde mental voltado para as unidades de acolhimento de Roraima

Ação promovida pela Sesau em parceria com a Setrabes orienta profissionais sobre manejo de situações delicadas com pessoas transtornos mentais e uso de álcool e outras drogas A Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com a Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), promoveu nesta semana um treinamento voltado para profissionais que atuam nas Unidades de Acolhimentos Institucionais vinculadas à Setrabes. A iniciativa busca fortalecer o cuidado em saúde mental e qualificar as equipes que acompanham diariamente adolescentes e idosos em situação de acolhimento. A ação foi voltada para psicólogos, assistentes sociais, cuidadores e demais integrantes das equipes técnicas dos acolhimentos. Durante as atividades, foram discutidas situações vivenciadas no cotidiano das unidades, estratégias de prevenção e promoção da saúde mental, além de orientações para o manejo de crises e alterações comportamentais. “Essa capacitação de saúde mental vem para fortalecer o cuidado, levando um conhecimento sobre como levar a atenção, a assistência para as pessoas que têm transtornos mentais e que estão acolhidos nos abrigos. Ela vem para fortalecer o trabalho que já é desenvolvido pelos profissionais, mas tendo mais conhecimento no cuidado em saúde mental”, afirmou a diretora do Departamento de Política de Saúde Mental de Roraima, Sofia Lima. Para a psicóloga Ingrid Furtado, da Casa de Passagem, a formação é importante diante da diversidade de situações enfrentadas pelas equipes no atendimento aos acolhidos. “Constantemente nós recebemos um público que exige uma atenção integral relacionada a questões de saúde mental e nós, profissionais, precisamos estar capacitados e ter essa habilidade para conseguir lidar com a individualidade desse tipo de usuário e com esse tipo de público que nós atendemos”, destacou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
EXAMES E CONSULTASHospital de Bonfim registra mais de 6,7 mil atendimentos após retomada

Unidade foi reinaugurada pelo Governo de Roraima em junho e ampliou a oferta de serviços à população O Hospital Pedro Álvaro Rodrigues, em Bonfim, registrou 6.722 atendimentos e procedimentos desde a retomada das atividades, em junho deste ano. O volume inclui consultas médicas, exames laboratoriais, atendimentos odontológicos de urgência, internações clínicas, obstétricas e pediátricas, além de consultas com observação. A unidade foi reinaugurada em junho pelo Governo de Roraima, após um período de sete anos de reforma, e passou a oferecer novamente atendimento hospitalar à população de Bonfim e de comunidades localizadas na região. Desde então, foram realizadas 4.776 consultas médicas, 1.712 exames laboratoriais e 106 atendimentos odontológicos de urgência. Também foram registradas 15 internações clínicas, oito obstétricas e oito pediátricas, além de 97 consultas com observação por até 24 horas. Entre os moradores atendidos está o pescador Douglas da Silva, do bairro 1º de Julho, zona urbana do município de Bonfim. Ele procurou o hospital após sofrer um acidente que provocou um corte no pé e destacou a proximidade da unidade como um fator que facilita o acesso ao atendimento. “Recentemente eu sofri um acidente e cortei meu calcanhar. Fui atendido rápido e estou me recuperando e melhorando. Fui bem tratado e está melhor para ir ao hospital agora por ser próximo de casa”, afirmou. Unidade amplia estrutura de atendimento na região A reforma do Hospital Pedro Álvaro Rodrigues incluiu melhorias na estrutura física e nos espaços destinados ao atendimento, internação e apoio aos serviços de saúde. A unidade também conta com cozinha industrial, lavanderia e estoque de medicamentos. Segundo o diretor do hospital, Mozart Paulo Gomes, a estrutura permite oferecer serviços essenciais e atender também moradores de comunidades situadas no entorno de Bonfim. “O hospital tem todos aqueles serviços básicos que a gente pode encontrar em qualquer unidade especial, como laboratório de análises clínicas, odontologia de emergência ou de urgência, e o pronto atendimento de emergência com uma sala de estabilização dos pacientes que, porventura, precisem de atendimento mais urgente. Não atendemos apenas na sede do município, abrangemos famílias que moram em um raio de 60 km e 70 km de distância”, explicou. A retomada do funcionamento da unidade integra as ações do Governo de Roraima para ampliar e descentralizar a oferta de serviços de saúde, garantindo atendimento hospitalar mais próximo para moradores do município e de localidades da região. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Bruno WillemonFOTOGRAFIA: Secom-RR
ATENÇÃO PSICOSSOCIAL- Rede estadual registra 9.804 atendimentos em saúde mental no primeiro semestre de 2026

Serviços especializados oferecem acompanhamento multiprofissional e integram a Raps, que organiza o atendimento conforme a necessidade de cada paciente A rede estadual de saúde mental registrou 9.804 atendimentos entre janeiro e julho de 2026. O número reúne os atendimentos realizados pelo Caps AD III (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas), Caps III (Centro de Atenção Psicossocial Edna Macellaro Marques de Souza) e pela Policlínica Coronel Mota, com atuação de profissionais das áreas de psiquiatria e psicologia. Os serviços fazem parte da Raps (Rede de Atenção Psicossocial), que organiza o atendimento às pessoas com transtornos mentais e àquelas que apresentam necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. A rede segue as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental e da reforma psiquiátrica, com prioridade para o acolhimento e a preservação dos vínculos familiares e sociais. Em 2025, as três unidades registraram 19.763 atendimentos ao longo do ano. A estrutura estadual conta com diferentes pontos de atenção, de acordo com a necessidade apresentada pelo paciente, desde o acompanhamento na Atenção Básica até os serviços especializados e o atendimento de urgência e emergência. “A Raps conta com os leitos de saúde mental que funcionam nos hospitais gerais. São pontos de atenção que oferecem suporte a urgência e emergência. E vale destacar que nem toda vez a pessoa vai ser internada, e quando ocorre a internação, será de curta duração para a estabilização do quadro”, explicou a diretora do Departamento de Política de Saúde Mental, Sofia Lima. A Reforma Psiquiátrica brasileira foi instituída pela Lei nº 10.216, de 2001, que estabelece a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e prioriza o atendimento em serviços comunitários. A proposta substitui o isolamento como eixo do cuidado por uma assistência que preserve a convivência familiar e social e ofereça acompanhamento especializado. Atendimento especializado Dentro da Raps, os Caps oferecem acompanhamento multiprofissional, acolhimento, atendimentos individuais e em grupo, atividades terapêuticas e estratégias de reinserção social, conforme as necessidades de cada paciente. O Caps III atende pessoas com sofrimento ou transtornos mentais graves e persistentes, com acompanhamento contínuo e cuidado de maior intensidade. Já o Caps AD III é destinado a pessoas que apresentam necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, com atendimento especializado e acolhimento para situações que exigem maior suporte. “São pessoas que estão com suas atividades de vida diária prejudicadas, que não estão conseguindo trabalhar, que não conseguem estudar e que realmente precisam desse acompanhamento voltado para a gravidade em que se encontram, participando de consultas, terapias de grupo e todo o suporte necessário”, destacou Sofia. A Policlínica Coronel Mota também integra a rede de atenção especializada e contribui para o acompanhamento de pacientes com transtornos mentais, conforme a necessidade de cada caso. Como funciona o atendimento A porta de entrada preferencial da Raps é a Atenção Básica, por meio das UBS (Unidades Básicas de Saúde). Nessas unidades, são acompanhados casos de adoecimento mental leve e moderado, com atendimento psicológico e acompanhamento pela equipe de saúde. Quando há necessidade de cuidado especializado, os pacientes podem ser encaminhados para os Caps. A rede conta com Caps I, II e III para pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, além do Caps AD III, destinado ao atendimento relacionado ao uso de álcool e outras drogas. No Caps III, o acompanhamento é organizado por meio do PTS (Projeto Terapêutico Singular), elaborado junto com o paciente e a família. O plano considera a história, a rotina e os objetivos de cada pessoa e pode ser atualizado conforme a evolução do caso. Em situações de emergência, como surtos psicóticos, tentativas de suicídio ou crises relacionadas à abstinência, o paciente deve ser encaminhado ao HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), que conta com atendimento psiquiátrico 24 horas. A organização dos serviços permite que o paciente seja acompanhado de acordo com o nível de atenção necessário, com articulação entre Atenção Básica, serviços especializados e atendimento hospitalar. O objetivo é garantir continuidade ao cuidado e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde mental. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
INTEGRAÇÃO – Oficina em Pacaraima reúne Estado e municípios para fortalecer Vigilância em Saúde

Encontro discute integração entre áreas e estratégias de prevenção nos territórios Profissionais de saúde de Roraima se reúnem nesta segunda-feira, 24, e terça-feira, 25, em Pacaraima, para discutir formas de integrar as ações de Vigilância em Saúde e fortalecer a prevenção no território. A oficina regional reúne equipes do Estado e de cinco municípios e busca aprimorar a implementação da PNVS (Política Nacional de Vigilância em Saúde) no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). A iniciativa promove o diálogo entre diferentes áreas da saúde e busca aproximar as ações de vigilância da rotina dos serviços municipais. Participam profissionais de Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Atenção Primária à Saúde e Atenção às Urgências e Emergências. A programação inclui mesa de abertura, debates sobre os desafios para integrar a Vigilância em Saúde à Atenção à Saúde e palestras com representantes do Ministério da Saúde, Conasems, Conass, Anvisa e Conselho Nacional de Saúde. Também estão previstas atividades em grupo para analisar as particularidades dos territórios e elaborar propostas para a implementação da PNVS. Segundo a coordenadora-geral de Vigilância em Saúde da Sesau (Secretaria de Saúde), Valdirene Cruz, a proposta é ampliar a atuação conjunta das áreas e priorizar medidas preventivas. “Na prática, a implementação significa trabalhar de forma mais integrada entre as vigilâncias e a atenção primária, trazendo a prevenção como foco principal. Com isso, conseguimos atuar no território, evitar agravos e desafogar a rede hospitalar e de especialidades”, explicou. Além da troca de experiências, o encontro permite que os municípios apresentem dificuldades e discutam soluções que possam ser incorporadas à rotina dos serviços. A proposta considera as características de cada região e busca aprimorar a gestão das ações de vigilância. Fronteira exige atenção integrada – A realização da oficina em Pacaraima também permite discutir desafios específicos de um município de fronteira. O fluxo constante de pessoas entre Brasil e Venezuela amplia a necessidade de articulação das ações de vigilância e de acompanhamento das condições de saúde no território. O secretário de Saúde, Helder Seixas Fernandes, destacou que a realidade local exige uma estrutura preparada para atender diferentes demandas. “Pacaraima tem um desafio muito grande por ser um município de fronteira. Temos uma fronteira seca com a Venezuela e precisamos fortalecer a Vigilância em Saúde para atender tanto a população local quanto a população imigrante”, afirmou. Ao término da oficina, a expectativa é que as discussões contribuam para ampliar a integração entre Estado e municípios, fortalecer as ações de prevenção e aprimorar a resposta dos serviços às necessidades de cada território. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Rayane LimaFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
FORTALECIMENTO DO SUS – Curso de qualificação amplia preparo da rede de saúde de Roraima para o manejo das hepatites virais

Treinamento reúne profissionais da rede estadual e dos 15 municípios para fortalecer o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes Profissionais da rede de saúde de Roraima participam, nesta terça-feira, 25, e quarta-feira, 26, de um curso de qualificação sobre o manejo clínico das hepatites virais. Promovida pelo Ministério da Saúde, a atividade é realizada no auditório da Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social) e reúne médicos, enfermeiros e farmacêuticos da Atenção Primária, além de trabalhadores de diferentes unidades e serviços da rede estadual. A programação segue durante esta terça-feira, 25, nos períodos da manhã e tarde, e segue até a manhã de quarta-feira, 26, contando com representantes dos 15 municípios de Roraima. O objetivo é trocar experiências e atualizar sobre as condutas necessárias para o atendimento de pacientes com hepatites virais. A atividade é conduzida por técnicos do Ministério da Saúde e envolve profissionais de unidades como HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), HMINSN (Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth), Hospital da Criança, Hemoraima, CRM (Centro de Referência da Mulher), PAMC (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo), entre outros serviços da rede estadual. De acordo com a gerente do núcleo de Hepatites Virais do Estado, Raquel Feitosa, a formação é importante para qualificar profissionais que atuam desde a porta de entrada do SUS até os serviços especializados. “As hepatites virais são específicas e com característica própria. Por isso, a importância do conhecimento dos profissionais que trabalham na atenção primária, que são a porta de entrada, entender como é o funcionamento e a tratativa de quem tem hepatites virais. Nós procuramos envolver toda a rede de atenção como uma forma de qualificar esse profissional para o cuidado”, explicou. A profissional também explica que o acompanhamento varia de acordo com o tipo de hepatite e os resultados dos exames. Além da atualização técnica, a participação de profissionais de diferentes áreas e municípios favorece a integração entre os serviços e permite compartilhar conhecimentos e experiências sobre o atendimento aos pacientes. Para o médico da Atenção Primária de Mucajaí, Emmanuel Lima, o treinamento contribui desde o diagnóstico até o acompanhamento dos pacientes. “Essa capacitação é muito importante para melhorar os indicadores de saúde, especialmente das hepatites virais no município, bem como melhorar o manejo, o acompanhamento, o diagnóstico, o tratamento e o seguimento desses pacientes que foram diagnosticados com hepatites virais”, afirmou. A experiência também envolve profissionais que atuam diretamente em comunidades indígenas. Segundo a enfermeira Luciane Mendes, do DSEI Leste (Distritos Sanitários Especiais Indígenas), o conhecimento adquirido será compartilhado com outros trabalhadores da rede. “Nós, como responsáveis técnicos, repassamos o que aprendemos aqui. Hoje no DSEI nós temos alguns casos de hepatites e, com essa iniciativa, vamos atualizar os nossos profissionais lá na ponta”, disse. A farmacêutica Renata Lima, de Iracema, também destacou a importância de levar as informações aos demais profissionais do município. “A gente está aqui na capacitação de hepatites virais para adquirir mais conhecimento e repassar essas informações para o município e para os outros profissionais da área da saúde”, destacou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Rayane LimaFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
SELO UNICEF – Roraima alcança 100% de adesão dos municípios para o fortalecimento da vacinação

Iniciativa apoiada pela Sesau mobiliza os municípios do Estado para ampliar a imunização e fortalecer ações permanentes de saúde para crianças e adolescentes Roraima alcançou 100% de adesão dos municípios participantes do Selo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) 2025-2028 para as ações de fortalecimento da vacinação de crianças e adolescentes. Os 15 municípios do Estado aprovaram medidas para ampliar a imunização e estruturar ações permanentes de vacinação nos territórios. A medida integra o Resultado Sistêmico 1 do Selo Unicef, e para a coordenadora-geral de Atenção Básica da Sesau (Secretaria de Saúde), Cinthia Brasil, o dado também reforça o trabalho desenvolvido pela Sesau junto aos municípios para fortalecer a atenção primária e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. “Os gestores municipais, os profissionais de saúde e as equipes também atuam como articuladores do Selo. O Estado impulsiona os municípios a realizarem as ações nas escolas dentro do Programa Saúde na Escola para avançar na melhoria da nossa cobertura vacinal”, afirmou. A iniciativa tem como foco a saúde e a nutrição de crianças e adolescentes, com ações relacionadas à imunização infantil, acompanhamento nutricional, atenção primária e saúde digital. Atuação integrada A Sesau atua no apoio técnico aos municípios, orientando as equipes e incentivando estratégias para ampliar a cobertura vacinal nos territórios. O trabalho envolve gestores municipais, profissionais de saúde, equipes da educação, articuladores do Selo Unicef e demais parceiros. A integração entre saúde e educação é uma das estratégias utilizadas para aproximar os serviços da população. Por meio do PSE (Programa Saúde na Escola), as equipes podem desenvolver ações de vacinação e outras atividades de promoção da saúde diretamente nas unidades de ensino. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Rayane LimaFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
PREVENÇÃO E PLANEJAMENTO – Sesau antecipa ações para reduzir impactos da estiagem, queimadas e El Niño na saúde em Roraima

O Comitê de Emergências em Saúde Pública reuniu gestores e coordenadores para definir plano de resposta e fortalecer atendimento nos municípios. A Secretaria de Saúde (Sesau) está reforçando o planejamento da rede pública para enfrentar os impactos da estiagem, das queimadas e do fenômeno El Niño sobre a saúde da população. Nesta sexta-feira (21), gestores e coordenadores da Secretaria se reuniram para avançar na construção do Plano de Contingência Estadual e definir estratégias de resposta para o período. A mobilização considera diferentes cenários que podem surgir com as mudanças climáticas, incluindo o aumento de doenças respiratórias e hídricas, dengue e casos de queimaduras. O planejamento também prevê atenção aos municípios que podem ficar isolados durante a estiagem e o fortalecimento da estrutura de atendimento fora da capital. A reunião faz parte do trabalho do Comitê de Emergências em Saúde Pública e teve entre os principais pontos a apresentação do Plano de Contingência Estadual para Seca, Estiagem e Incêndios Florestais, a definição da matriz de responsabilidades e a proposta de criação dos grupos de trabalho El Niño e AdaptaSUS. Para a secretária de Saúde, Juliana Gomes, antecipar as ações é fundamental para reduzir os efeitos dos períodos de agravamento. “A prevenção é o melhor remédio sempre. A ideia desse comitê e dessa equipe toda reunida é justamente fazer com que a gente consiga amenizar os agravos do momento que a gente vai viver, do El Niño e também da dengue. Quanto mais cedo a gente reúne e vê quais são as estratégias que vamos adotar, menos a população vai sentir o que está por vir”, afirmou. Atendimento mais próximo da população Uma das estratégias discutidas é fortalecer a capacidade de resposta dos municípios, especialmente em períodos de maior dificuldade de deslocamento. A proposta é garantir que situações que possam ser resolvidas localmente sejam atendidas na própria rede municipal, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para Boa Vista. O plano prevê o monitoramento da retaguarda dos municípios isolados pela estiagem, além do levantamento da logística necessária para garantir o atendimento, inclusive da população infantil. Também estão previstas ações para ampliar a disponibilidade de soro de reidratação oral nas Unidades Básicas de Saúde. A preocupação é evitar que o agravamento de condições relacionadas ao período seco sobrecarregue os serviços da capital, principalmente em situações que podem receber atendimento inicial nos próprios municípios.Vigilância para identificar mudanças no cenário. O trabalho também busca melhorar a identificação dos agravos nos serviços de saúde. A análise dos registros de atendimento permite acompanhar possíveis mudanças no perfil das doenças e orientar a tomada de decisão da gestão. Outro ponto de atenção é o cenário das arboviroses. Embora não tenha sido identificada, neste ano, a circulação do vírus da chikungunya no Estado, o histórico de transmissão em Roraima mantém a doença entre os agravos que exigem monitoramento. Grupo de trabalho vai organizar resposta Segundo o gerente do Núcleo de Vigilância em Desastres da Sesau, Guaracy Lavor, a partir da reunião será estruturado um grupo de trabalho envolvendo diferentes coordenadorias da Sesau. “Vamos, a partir de agora, fazer um grupo de trabalho com todas as coordenadorias para criar normatizações, fluxos, concluir o plano de contingência e fazer planos de ação para que a Secretaria de Saúde e o setor saúde possam responder o mais rápido e efetivo possível à população atingida por esse fenômeno e pelos seus agravos”, explicou. A iniciativa integra as medidas preventivas da Sesau para o período de estiagem e busca fortalecer a articulação entre vigilância em saúde, atenção básica e gestão estadual diante dos impactos das mudanças climáticas. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Rayane LimaFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
IMUNIZAÇÃO – Multivacinação busca atualizar cadernetas e ampliar proteção em Roraima

Dia D de mobilização ocorre neste sábado, 22, em sete municípios. A ação busca atualizar cadernetas e resgatar pessoas não vacinadas. A Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau), por meio do Núcleo Estadual do Programa Nacional de Imunizações (NEPNI/RR), em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde, realiza a Estratégia de Multivacinação 2026.A ação, que começou no dia 3 de agosto, tem como objetivo resgatar pessoas não vacinadas e atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, ampliando a proteção contra doenças imunopreveníveis. Durante a estratégia, Roraima também reforça a vacinação contra o HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a dose, ampliando a oportunidade de proteção desse público. O Dia D de Mobilização, previsto nacionalmente para este sábado, 22, contará com ações em Amajari, Bonfim, Cantá, Pacaraima, Uiramutã, São Luiz e Boa Vista. Já os municípios de Iracema, Mucajaí, Normandia, Rorainópolis e São João da Baliza terão as datas redefinidas, conforme a organização das agendas locais. Alto Alegre, Caracaraí e Caroebe optaram por intensificar as ações por meio do Programa Saúde na Escola (PSE) e da vacinação casa a casa. Segundo a Gerente do Núcleo Estadual do Programa Nacional de Imunizações de Roraima, Emily Dias, a estratégia é uma oportunidade para que as famílias verifiquem a situação vacinal e regularizem possíveis atrasos. “A multivacinação é uma oportunidade importante para identificar pessoas que ainda não foram vacinadas, completar os esquemas que estão em atraso e ampliar a proteção contra diversas doenças que podem ser prevenidas por meio das vacinas. Por isso, a orientação é que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde ou um ponto de vacinação e levem a caderneta das crianças e dos adolescentes para que os profissionais possam avaliar o histórico vacinal e indicar as doses necessárias.” A mobilização também será realizada de diferentes formas nos municípios, incluindo ações nas unidades de saúde, no ambiente escolar, por meio do Programa Saúde na Escola, e vacinação casa a casa. A estratégia busca ampliar o acesso à vacinação e alcançar o público que ainda possui doses pendentes. A Sesau reforça a importância da participação dos pais e responsáveis, que devem levar a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes aos serviços de saúde para avaliação pelas equipes. A atualização da caderneta é fundamental para completar os esquemas vacinais em atraso e fortalecer as coberturas de vacinação no Estado. “Vacina em dia é proteção para todos. A participação das famílias é fundamental para que possamos ampliar a proteção da população de Roraima e manter as crianças e adolescentes protegidos contra doenças imunopreveníveis”, reforça Emily. A orientação é que a população procure as unidades de saúde e os pontos de vacinação divulgados pelas Secretarias Municipais de Saúde, levando a caderneta de vacinação. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Rayane LimaFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
FORMAÇÃO – Conselheiros de saúde de Roraima participam de oficina sobre o controle social no SUS em Roraima

Formação realizada pelo Conselho Estadual de Saúde traz assuntos sobre financiamento, planejamento e funcionamento do Sistema Único de Saúde Conselheiros de Saúde, representantes de entidades e movimentos sociais participaram nesta semana do Controle Social no SUS-Edição 2026, uma formação que tem como objetivo fortalecer a atuação de quem participa do controle social, ampliando o conhecimento sobre o funcionamento, o financiamento e os instrumentos de planejamento do SUS (Sistema Único de Saúde). A atividade integra o projeto Participa+, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Saúde, tem a proposta de qualificar os conselheiros e representantes da sociedade para que possam acompanhar, discutir e fiscalizar de forma mais efetiva as políticas públicas de saúde. Entre os temas trabalhados durante a formação estão o ciclo orçamentário, os instrumentos de planejamento do SUS e o financiamento da saúde. A programação também busca aproximar os participantes da realidade da gestão pública, contribuindo para que tenham mais segurança para analisar informações, acompanhar a aplicação dos recursos e participar das decisões relacionadas às políticas de saúde. Para a conselheira estadual de Saúde, Liana Macedo, o conhecimento adquirido durante a oficina é fundamental para fortalecer a representação dos trabalhadores dentro do controle social. “É muito importante para nós enquanto conselheiros levarmos todo esse conhecimento para os nossos representados. É importante saber como o sistema único de saúde é financiado, como podemos observar e acompanhar esses gastos. Enquanto profissional de saúde, estamos preocupados com várias questões relacionadas ao financiamento do pagamento desses trabalhadores, previdência, tudo isso. Então é importante termos esse conhecimento para poder acompanhar, fiscalizar políticas públicas também nesse sentido, porque tudo isso. Isso é revertido em benefício à população”, destacou. Segundo o palestrante Ruan Wendell, a proposta do Participa+ também é descentralizar a formação e alcançar conselheiros e movimentos sociais de diferentes municípios. “Esse projeto tem o intuito de formar conselheiros e conselheiras e movimentos sociais, principalmente para fortalecer o debate dentro do Sistema Único de Saúde e entender como o SUS funciona. Dentro da oficina, falamos sobre ciclo orçamentário, financiamento da saúde e sobre como se estrutura o Sistema Único de Saúde, para que essas pessoas consigam entender a necessidade e a importância de ser um conselheiro ou uma conselheira de saúde”, explicou. Para Jhucyellen da Silva, do Sindacse-RR (Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias de Roraima), a abordagem sobre orçamento e financiamento contribui diretamente para ampliar a compreensão dos participantes. “Estou achando muito interessante essa oficina porque ela traz muito conhecimento e aprendizado, várias emendas que a gente acha que para o nosso conhecimento é muito importante, principalmente a orçamentária”, afirmou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Rayane LimaFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
SAÚDE MENTAL – Policlínica Coronel Mota promove ação de sensibilização sobre os riscos do tabagismo

Ação reuniu profissionais e acadêmicos para orientar pacientes sobre os impactos do cigarro convencional e eletrônico na saúde A Sesau (Secretaria de Saúde) promoveu na manhã desta sexta-feira, 28, uma ação educativa alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Tabagismo, que é celebrado no dia 29 de agosto. A atividade ocorreu na recepção da Policlínica Coronel Mota teve como objetivo sensibilizar os pacientes e seus acompanhantes sobre os riscos associados ao consumo de produtos derivados do tabaco e reforçar a importância da prevenção. A iniciativa é uma parceria com acadêmicos do curso de Farmácia da Faculdade Cathedral. A ação também proporcionou um momento de interação entre os acadêmicos e os pacientes da Policlínica, compartilhando informações de forma acessível e aproximando a comunidade das ações de educação em saúde desenvolvidas na unidade. “O objetivo primordial dessa ação é prevenir os malefícios do cigarro e sensibilizar nossos usuários sobre os danos que ele causa a longo prazo, como diversos tipos de câncer, principalmente o câncer de pulmão, além dos cânceres de boca, laringe e aparelho digestivo”, afirmou o gerente do Núcleo de Educação Permanente, Francisco Chagas. Durante a atividade, também foi abordado o uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes. “O vape também causa danos à saúde. As pessoas têm uma falsa impressão de que o cigarro eletrônico não causa malefícios, mas ele também pode provocar problemas graves e não deve ser considerado uma alternativa segura ao cigarro convencional”, destacou o gerente. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau