Sesau aumenta capacidade de atendimentos especializados, consultas e exames

Com o objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços especializados da rede estadual de saúde, a Sesau (Secretaria de Saúde) tem realizado a intensificação dos atendimentos em diversas especialidades, resultando no avanço das filas de espera. Foram realizados 4.074 atendimentos, considerando a produção regular das unidades e os atendimentos adicionais decorrentes da intensificação da oferta. Entre as especialidades com maior ampliação de oferta estão ecocardiograma, com aumento de 200%, otorrinolaringologia, com crescimento de 177,8%, e cardiologia que registrou aumento de 146,7% na capacidade de atendimento. Outros serviços especializados que também receberam um aumento de até 98% no número de ofertas foram os exames de ressonância e endoscopia, além dos atendimentos de urologia e pré-operatório ginecológico. “A Sesau implementou a intensificação de exames e procedimentos na nossa rede, visando justamente impactar no tempo de espera da fila única do SUS. Sabemos que no Brasil o tempo de espera é significativo, sendo que Roraima é um dos que tem menos tempo de fila de espera. Nesse sentido, realizamos ações envolvendo a intensificação nos finais de semana e nos turnos noturnos para um aumento de oferta de serviços, de exames e cirurgias”, afirmou o secretário Adjunto de Saúde, Dr. Éder Ribeiro. Segundo ele, a população tem procurado cada vez mais as unidades de saúde para consultas e exames, visando sempre o cuidado com a saúde. Ele reforça ainda a importância da prevenção e da busca precoce pelos serviços de saúde. “Devemos dar valor a busca do paciente por um atendimento precoce, porque pegamos as doenças no seu estágio inicial, e as nossas unidades estão capacitadas para o melhor atendimento do paciente fazendo a prevenção e às vezes o tratamento mais precoce possível. Quanto mais precoce, maior a chance de efetividade do tratamento. Então, cuidem da sua saúde, sigam as orientações médicas e busquem as unidades de saúde quando necessário”, pontuou o adjunto. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Fonoaudiologia do HGR atua na prevenção de complicações e na reabilitação de pacientes com disfagia

No HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), o Núcleo de Fonoaudiologia tem papel essencial no cuidado de pacientes com disfagia, condição caracterizada pela dificuldade de engolir e que pode trazer riscos graves à saúde quando não identificada e acompanhada de forma adequada. Presente em todos os setores da unidade, a equipe atua diretamente na triagem, avaliação e reabilitação dos pacientes internados, com atenção especial às UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), enfermarias e na unidade especializada de AVC (Acidente Vascular Cerebral). A atuação dos fonoaudiólogos dentro do ambiente hospitalar é determinante para garantir a segurança alimentar dos pacientes e evitar complicações. A partir de avaliações clínicas, os profissionais identificam dificuldades na deglutição, orientam sobre a consistência adequada dos alimentos e, quando necessário, indicam vias alternativas de alimentação, como o uso de sonda. Esse acompanhamento contínuo contribui para reduzir riscos como a broncoaspiração, que pode evoluir para quadros graves, como pneumonia. “Esse trabalho da fonoaudiologia é muito importante porque a disfagia não é apenas um desconforto. Ela pode trazer riscos sérios à saúde, até mesmo à vida, quando não identificada e tratada de forma correta. Avaliamos diariamente, fazemos a triagem e a reabilitação nos casos que já foram confirmados, evitando assim que o paciente venha a ter uma maior complicação e podendo ter um retorno da via oral de forma eficaz, com segurança”, afirmou a coordenadora da Fonoaudiologia do HGR, Manuela Gomes. Além do cuidado direto ao paciente, a equipe também tem um papel importante na orientação de familiares e cuidadores, repassando informações sobre o preparo adequado dos alimentos, o posicionamento correto durante as refeições e os cuidados necessários para garantir uma alimentação segura, mesmo após a alta hospitalar. QUAIS OS SINAIS? A disfagia é uma condição caracterizada pela dificuldade de engolir alimentos, líquidos ou até a própria saliva, e quando não identificada e tratada corretamente, pode levar a complicações graves, como desnutrição, desidratação e até pneumonia por aspiração. “A disfagia não é uma doença por si só, ela é um sintoma relacionado a uma patologia de base, ou seja, é uma dificuldade presente dentro de algumas patologias como, por exemplo, no Parkinson, Alzheimer, AVC, pessoas com sequelas de paralisia cerebral, tumor de cabeça e pescoço, então a disfagia ela vem como uma consequência intercorrente a um diagnóstico”, afirmou Manuela. Ela chama atenção ainda para a identificação precoce dos sinais de alerta, como engasgos frequentes, tosse durante ou após as refeições, sensação de alimento parado na garganta, dor ao engolir, alteração na voz, perda de peso sem causa aparente e pneumonias recorrentes podem indicar a presença de disfagia e devem ser investigados. A disfagia pode atingir pessoas de todas as idades, desde recém-nascidos até idosos, sendo mais comum em pacientes hospitalizados em decorrência de doenças ou traumas. “Engasgar não é normal e pode ser um sinal de disfagia. Ao perceber qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar orientação profissional”, alertou Manuela. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Governo de Roraima inaugura Hospital Ruth Quitéria em Normandia

O Governo do Estado entregou, nesta quarta-feira, 25, a Unidade Mista Ruth Quitéria, considerada referência do município de Normandia, totalmente revitalizada e pronta para realizar cerca de 35 atendimentos de baixa complexidade por dia. Para reforçar o atendimento médico à população da região Norte de Roraima, a obra foi executada por meio de cooperação entre a Sesau (Secretaria de Saúde) e a Seinf (Secretaria de Infraestrutura). O hospital está modernizado com espaços assistenciais, administrativos e de apoio. Para esse trabalho, foram investidos R$ 7,8 milhões oriundos de recursos próprios do Executivo estadual e emendas parlamentares. O governador Antonio Denarium ressaltou que o Hospital Ruth Quitéria é mais um resultado positivo do trabalho realizado pela atual gestão, que tem trabalhado para modernizar as unidades estaduais de saúde e otimizar a rotina de trabalho dos servidores estaduais da área e o atendimento aos pacientes diários. “É um orgulho ter entregado mais de 20 obras dedicadas à saúde estadual, pois muitas dessas unidades precisavam de um trabalho de revitalização total. O Hospital Ruth Quitéria era uma dessas unidades e hoje entregamos uma estrutura completa, pronta para atender quem necessita de atendimento médico”, pontuou. Para garantir a modernização da unidade, foram realizadas a reorganização dos ambientes internos, a implantação da estrutura para Urgência e Maternidade, adequação de áreas essenciais, modernização da infraestrutura, melhoria dos acabamentos, construções complementares e intervenções externas. Conforme destacado pela secretária de Saúde, Adilma Lucena, o Hospital Ruth Quitéria possui mais de 50 anos de história, com registros de partos na unidade desde a década de 70. Ela reforçou o compromisso e empenho da atual gestão para entregar a unidade. “Os munícipes de Normandia estavam muito ansiosos para que a gente entregasse um hospital bem estruturado. Esse local é voltado para atendimentos de urgência e emergência de baixa complexidade e, aquele paciente que precisar de cuidados mais específicos, é prontamente removido para o Hospital Geral de Roraima [Rubens de Souza Bento]”, explicou. Servidores celebram modernização da unidade hospitalar Com a modernização do Hospital Ruth Quitéria realizada pelo Governo de Roraima, os mais de 60 servidores que atuam no hospital passarão a atender a população com uma estrutura mais humanizada, facilitando a vida do paciente e otimizando a rotina de trabalho. O diretor geral da unidade, João Carlos da Silva Lima, reiterou a importância do centro hospitalar para os moradores da sede, região interiorana e comunidades indígenas, uma vez que serviços como radiologia, exames de imagem, e outros serviços poderão ser levados para mais próximo da população, 24 horas por dia e sem necessidade de deslocamento para a capital, Boa Vista. “Agora temos um ambiente adequado para oferecermos um bom atendimento à população, que funcionará 24 horas por dia no nosso hospital. Toda a equipe fica de prontidão para esse acolhimento no nosso hospital”, disse o gestor. Com mais de 22 anos de trabalho dedicado à unidade, a coordenadora de enfermagem Tânia Rejane, relembrou que essa foi a primeira vez que testemunhou uma reforma dessa amplitude ser realizada no hospital. “É uma alegria a gente receber nosso hospital reformado e ampliado. Hoje recebemos uma unidade com essa dimensão e com muitos equipamentos. Tanto para a população quanto para nós profissionais da unidade, isso é muito bom”, completou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Ayan ArielFOTOGRAFIA: Ederson Brito

CGVS realiza qualificação em novas tecnologias para o controle das Arboviroses

Nesta semana, a CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde) realizou uma qualificação em novas tecnologias para o controle do Aedes Aegypti. A ação foi uma parceria com o Ministério da Saúde e reuniu os municípios considerados estratégicos para o fortalecimento das ações de vigilância e enfrentamento das arboviroses no estado, sendo eles: Alto Alegre, Boa Vista, Bonfim, Rorainópolis e Pacaraima. O treinamento teve como foco a implantação de ovitrampas e o uso do aplicativo Conta Ovos, ferramentas que modernizam a vigilância de insetos. As ovitrampas são dispositivos de baixo custo e alta sensibilidade que funcionam como um depósito armadilha para a que o mosquito coloque os ovos, permitindo identificar precocemente a presença do vetor, inclusive em áreas com baixa infestação. Já o aplicativo possibilita a contagem automatizada dos ovos coletados, aumentando a precisão das análises e agilizando a consolidação dos dados para tomada de decisões. “Essas novas tecnologias serão implementadas na rotina para que a gente possa ter uma ferramenta a mais no controle do vetor transmissor da Dengue. Essa nova tecnologia recolhe do meio ambiente ovos do Aedes, em vez dele procurar o depósito [de água parada] que as pessoas deixam acumular, nesse dispositivo [ovitrampas] tem um atrativo que ele captura mais ovos do que os outros tipos de depósitos”, afirmou o técnico do Núcleo de Controle de Febre Amarela e Dengue, Joel Lima. A qualificação mostrou diferentes frentes de atuação, como operar em sistemas de informação, análise e identificação dos ovos, além da instalação e coleta das armadilhas. A estratégia será expandida de forma gradual para todos os municípios do Estado. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Roraima qualifica profissionais em novo tratamento para malária em crianças

Roraima é o primeiro Estado da Amazônia Legal a iniciar a implementação da tafenoquina pediátrica no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde), medicamento indicado para a cura radical da malária por Plasmodium vivax em crianças com peso entre 10 e 30 quilos. A incorporação foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 64, de 15 de setembro de 2025. Com o uso da nova terapia, a CGVS (Coordenação Geral de Vigilância em Saúde) da Sesau (Secretaria da Saúde) está qualificando as equipes que vão atuar diretamente na aplicação do tratamento. Desde terça, 3, até sexta-feira, 6, cerca de 300 profissionais de saúde participam de uma capacitação estratégica para garantir segurança, eficácia e ampliação do acesso ao medicamento em todo o território roraimense. A qualificação acontece pela manhã e tarde no auditório da CGVS. O gerente estadual de Controle da Malária da CGVS, Gerson Castro, explicou que Roraima foi definida como prioridade nacional devido ao cenário epidemiológico. “Roraima está sendo o primeiro estado da Amazônia Legal a implementar essa medicação, porque mais de 80% dos casos de malária no Estado estão no território Yanomami, e mais de 50% desses casos são em crianças. Por isso, a prioridade é iniciar a tafenoquina pediátrica nessa região”, explicou. Capacitação fortalece estratégia no território Yanomami – A formação é conduzida pela Coordenação Nacional de Eliminação da Malária, em parceria com a Gerência Estadual de Controle da Malária da CGVS, e ocorre no auditório da Vigilância em Saúde, em Boa Vista. Na terça, 3, e quarta-feira, 4, estão sendo capacitados profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. Na quinta-feira, 5, o treinamento é direcionado ao Dsei Leste. Já na sexta-feira, 6, participam equipes das unidades básicas de saúde da capital. O público inclui referências técnicas municipais, agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, microscopistas, técnicos de patologia, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, que atuarão como multiplicadores em suas unidades. A capacitação aborda protocolos clínicos, critérios de elegibilidade, realização do teste quantitativo da enzima G6PD (Glicose-6-Fosfato Desidrogenase) –esse exame é obrigatório antes da administração da tafenoquina nas crianças devido ao risco de hemólise– e estratégias de monitoramento dos pacientes. Dose única e redução de recaídas – A tafenoquina representa um avanço no enfrentamento da malária por Plasmodium vivax, espécie responsável pela maior parte dos casos no Brasil. Diferentemente do tratamento convencional, que exige múltiplas doses, o novo medicamento é administrado em dose única, facilitando a adesão e reduzindo o risco de abandono do tratamento. “A tafenoquina é uma cura radical, ou seja, é uma dose única, de maneira simples, e que não permite a recaída da malária”, ressaltou Castro. Segundo ele, a estratégia é fundamental para reduzir a cadeia de transmissão, especialmente em áreas de difícil acesso, como comunidades indígenas e regiões remotas. A partir da segunda quinzena de março, a população elegível em Roraima já poderá receber o novo tratamento, inicialmente com foco no território Yanomami, onde se concentra a maior incidência da doença no Estado. Estratégia nacional de eliminação – A malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela fêmea do mosquito do gênero Anopheles. No Brasil, as espécies de maior relevância epidemiológica são P. vivax, P. falciparum e P. malariae. O Brasil segue a Estratégia Técnica Global da OMS (Organização Mundial da Saúde) e lançou o Plano Nacional de Eliminação da Malária, que prevê a redução progressiva de casos e a eliminação da transmissão autóctone até 2035. SECOM RORAIMAJORNALISTA: João Paulo PiresFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Sesau capacita profissionais para novo modelo de rastreamento do câncer do colo do útero

A Sesau (Secretaria de Saúde de Roraima) realiza nesta quinta-feira, 5, e sexta-feira, 6, a Oficina de Apoio à Implementação do Novo Rastreamento Organizado do Câncer do Colo do Útero, voltada à qualificação de profissionais da rede de atenção básica. A capacitação do NAPSM (Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Mulher) ocorre das 8h às 12h e das 14h às 18h, no bloco de Medicina da UFRR (Universidade Federal de Roraima), com o objetivo de preparar os trabalhadores da saúde para a implantação do novo modelo de rastreamento da doença no Estado. Inicialmente, 30 profissionais de Boa Vista, entre enfermeiros e agentes comunitários de saúde, participam da formação e atuarão como multiplicadores na expansão da estratégia para os demais municípios de Roraima. Novo método de rastreamento – A principal mudança no processo de prevenção é a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste DNA-HPV, método considerado mais sensível para identificar os tipos oncogênicos do vírus HPV, responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero. Enquanto o Papanicolau detecta alterações celulares quando a lesão já está instalada, o novo teste identifica a presença do vírus antes mesmo que as lesões se tornem visíveis, permitindo diagnóstico e acompanhamento mais precoces. O exame pode ser realizado inclusive por autocoleta, é indicado para mulheres entre 25 e 64 anos e, quando o resultado é negativo, permite intervalo de até cinco anos para a realização de um novo teste. A gerente do Napsm, Lilian Souza, destacou que a nova estratégia representa um avanço importante na organização da assistência à saúde da mulher. “Essa nova metodologia traz justamente a organização do processo de cuidado, permitindo que a atenção à saúde da mulher, especialmente no que envolve o tratamento oncológico, alcance níveis mais qualificados de atendimento”, explicou. Expansão para todo o Estado – Segundo a gerente, a implantação da nova metodologia começa pela capital, mas a expectativa é ampliar o treinamento para todo o Estado ainda em 2026. “Nós iniciamos o processo com profissionais das unidades básicas de saúde da capital, que estão recebendo informações sobre o novo teste e como ele funciona. A perspectiva é que, até o fim do ano, os demais municípios também recebam essa capacitação”, afirmou. A implementação do rastreamento organizado tem como objetivo ampliar as ações de prevenção, fortalecer o diagnóstico precoce e reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero em Roraima. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Victória TeixeiraFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Sesau realiza primeiro encontro sobre síndrome gripal

Para fortalecer as estratégias de monitoramento dos vírus respiratórios em Roraima, a CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde) realizou nesta segunda-feira, 10, o 1º Encontro de Unidades Sentinela de Síndrome Gripal de Roraima. Durante a programação, foram discutidos fluxos de vigilância, qualificação das notificações, análise de dados epidemiológicos e estratégias para aprimorar a detecção e a resposta oportuna a doenças respiratórias. “Nós esperamos com esse encontro fortalecer a vigilância sentinela de síndrome gripal, é uma vigilância hoje muito importante para o Brasil, nós conseguimos através dela captar os vírus circulantes antes de eles levarem a uma internação, a um óbito, e planejar ações de prevenção”, afirmou a enfermeira técnica do Núcleo de Controle da Poliomielite, Influenza e Tétano, Carolina Damacena. Entre as unidades de vigilância sentinela estão o Pronto Atendimento Cosme e Silva, a Casai Yanomami (Casa de Apoio à Saúde Indigêna) e o Hospital da Criança Santo Antônio, em Boa Vista, além de unidades localizadas nas regiões de fronteira como Pacaraima, Rorainópolis e Bonfim. Para a enfermeira da Unidade de Vigilância Epidemiológica do Pronto Atendimento Cosme e Silva, Auriuza Mendes, a participação das unidades é essencial para ampliar o monitoramento das síndromes gripais no estado. “Nós fazemos parte dessa pactuação como sentinela há algum tempo, devido à grande quantidade de pacientes que procura a unidade de uma forma geral. E com isso colaboramos com a questão do Estado como um todo nessa monitorização da síndrome gripal”, ressaltou. A coordenadora de Vigilância das Doenças Transmissíveis e Imunopreveníveis do município de Boa Vista, Edimilla Carneiro, ressaltou que o encontro também permite avaliar o desempenho das unidades e identificar pontos de melhoria na vigilância. “Isso é uma devolutiva de como essas unidades estão fazendo seu trabalho ali, como o trabalho delas está sendo visto e como ele é importante dentro desse contexto de vigilância dos vírus respiratórios. Então assim, eu espero que esses encontros eles aconteçam mais vezes para melhorar o nosso serviço, mostrar os nossos avanços, mas também trabalhar nas nossas fragilidades para ter uma vigilância cada vez melhor”, disse. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Diagnóstico precoce é fundamental para prevenir a perda da visão

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo e muitas vezes pode evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. A doença provoca lesões no nervo óptico, estrutura responsável por levar ao cérebro as informações captadas pelos olhos. Quando esse nervo é danificado, pode ocorrer perda progressiva da visão. O grande desafio é que muitos pacientes só percebem o problema quando a doença já está em estágio avançado. Nesta quinta-feira, 12, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Glaucoma e a Sesau (Secretaria de Saúde) reforça a importância das consultas oftalmológicas regulares para identificar a doença precocemente e evitar danos permanentes à visão. “É importante conversarmos sobre o glaucoma porque ele é a principal causa de cegueira no mundo, e a visão que se perde pelo glaucoma não pode ser recuperada, então é uma perda visual irreversível. Então todo o diagnóstico que fazemos de glaucoma e que conseguimos instituir um tratamento que controle a doença, nós estamos salvando a visão do paciente, quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento corretos nós estamos reduzindo o risco de cegueira”, afirmou médica oftalmologista especialista em glaucoma, Louise Gonçalves. Embora não tenha cura, o glaucoma possui tratamento e pode ser controlado quando diagnosticado a tempo. Dependendo do tipo e do estágio da doença, o tratamento pode ser feito com colírios, procedimentos a laser ou cirurgia. “Precisamos lembrar que existem pessoas que têm maior risco de desenvolver a doença, que são pessoas que têm algum parente de primeiro grau com glaucoma, pessoas que têm a pressão do olho alta, afrodescendentes, diabéticos. Pacientes que têm miopia, principalmente os altos míopes, quem faz uso de corticoide de forma prolongada, aqueles pacientes que têm síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono e enxaqueca, e pessoas acima de 40 anos”, destacou. A recomendação é que a população mantenha consultas regulares com o oftalmologista, especialmente após os 40 anos ou em casos de fatores de risco, garantindo o diagnóstico precoce e o cuidado adequado com a saúde ocular. “A consulta oftalmológica é a porta de entrada para que seja feito um exame oftalmológico completo, examinamos os olhos como um todo. E assim, iniciamos uma investigação mais aprofundada para solicitar exames mais específicos para glaucoma naqueles pacientes que têm alguma suspeita”, ressaltou a médica SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

Roraima recebe Simpósio sobre saúde nas fronteiras

Para fortalecer Roraima no enfrentamento de emergências em saúde pública, a Sesau (Secretaria de Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde e da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), deu início nesta terça-feira, 17, ao 1° Simpósio Saúde nas Fronteiras da Amazônia: Migração, Mudança Climática e Saúde. O evento ocorre no auditório da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), localizado na Av. Capitão Júlio Bezerra, 826, 31 de Março, e reúne gestores estaduais e municipais da saúde, Defesa Civil, DSEI (Distrito Sanitário Yanomami e Leste). A programação segue até quinta-feira, 19, para discutir os desafios e estratégias de preparação do sistema de saúde para os impactos das mudanças climáticas e dos fluxos migratórios na região. “O objetivo do Simpósio é de fortalecer o debate técnico e institucional sobre a organização dessas redes de vigilância e da assistência, relacionada à rede nos impactos das mudanças climáticas, como o período de estiagem que temos dentro do nosso estado, seco, aumento das temperaturas e ocorrência das queimadas”, afirmou a diretora de Vigilância Ambiental da CGVS, Vanessa Silva. Segundo o consultor nacional da OPAS, Carlos Frank, a iniciativa integra um projeto mais amplo voltado ao fortalecimento das capacidades dos estados fronteiriços da Amazônia. “Esse projeto vem sendo desenvolvido nos cinco Estados que têm fronteiras aqui na região amazônica, e ele tem o intuito de trazer uma tríade muito complexa do sistema público de saúde, que é a migração, mudanças climáticas e seus desafios de doenças emergentes e reemergentes que podem surgir nesse contexto”, destacou. Para o coordenador de Vigilância em Saúde do município de Rorainópolis, Clayson Oliveira, o Simpósio contribui diretamente para o fortalecimento das políticas públicas. “Esse seminário vem para complementar os nossos entendimentos em relação à questão das políticas públicas de saúde voltada para a parte de imigração, uma das mudanças climáticas nesse momento em que a gente vive. E a construção do plano vai ser um instrumento de trabalho onde teremos a oportunidade de construir junto para poder direcionar essas políticas para atender melhor a população”, ressaltou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau

HGR implanta serviço de odontologia intra-hospitalar para cuidado integral ao paciente

O HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), unidade referência em média e alta complexidades, implantou em fevereiro o serviço de odontologia intra-hospitalar, ampliando a assistência aos pacientes internados, especialmente nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). A medida visa fortalecer o cuidado multidisciplinar e contribuir diretamente para a segurança e recuperação dos pacientes em estado crítico. “A odontologia intra-hospitalar é como o pilar essencial da sobrevivência da dignidade do paciente grave, a boca é um ecossistema complexo em um paciente crítico. E quando esse equilíbrio se rompe a boca se torna um reservatório de patógenos oportunistas, e com isso outras infecções vão aparecer, como a pneumonia associada à ventilação mecânica, prolongando o tempo de internação, então, infelizmente, aumentando as taxas de mortalidade”, afirmou o diretor técnico do HGR, Dr. Alysson Henrique Figueiredo. Com a introdução do serviço, o cirurgião-dentista passa a atuar de forma integrada à equipe composta por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, realizando diagnóstico precoce de focos infecciosos, manejo de mucosites (inflamações e úlceras dolorosas nas mucosas da boca ou do trato gastrointestinal) e controle de biofilme, prevenindo agravos. “Ele [cirurgião-dentista] não trata só uma doença, protege todo o sistema como um todo, agrega valores a um atendimento mais humanizado, diminui o tempo de internamento na UTI, diminui o uso de antibióticos desnecessários, reduz o desconforto oral, reduz a dor, então o paciente tem um atendimento muito mais humanizado”, explicou o Dr. Alysson. SECOM RORAIMATEXTO E FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau