PREVENÇÃO DE RISCOS – Sesau participa de oficina sobre impactos da estiagem na saúde

Atividade do Ministério da Saúde reúne profissionais para avaliar os riscos enfrentados pelo estado durante o período de seca A Sesau (Secretaria de Saúde), por meio da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), participa nesta semana de uma oficina promovida pelo Ministério da Saúde para avaliar os riscos à saúde pública relacionados à seca e à estiagem. A atividade apresenta a ferramenta Star (Strategic Toolkit for Assessing Risks), desenvolvida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para auxiliar na avaliação de riscos de emergências. Em Roraima, o trabalho considera as condições da estiagem que afeta o Estado. O técnico do Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) de Roraima, Luiz Henrique da Silva Júnior, explica que a metodologia permite avaliar o cenário de risco no estado de Roraima para diversas possibilidades. “Hoje estamos trabalhando especificamente com a análise de risco de seca e estiagem, que é o que estamos passando neste momento. O aprendizado dessa ferramenta permite entender melhor os cenários de risco e nos preparar para quando esse tipo de situação ocorrer”, afirmou. Participam da oficina integrantes da Rede Cievs estadual, equipes de vigilância em saúde e representantes dos Dseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) Yanomami e Leste. Também estão presentes profissionais de Boa Vista e representantes das áreas de defesa civil, segurança e meio ambiente. Para o enfermeiro e representante do município de Boa Vista, Tiago Bonates, a atividade ajuda a preparar a capital para possíveis emergências. “É uma oficina de extrema importância para o nosso município, tendo em vista que é uma nova estratégia de avaliação de risco para emergências em saúde pública. É uma forma estratégica de antecipar os potenciais riscos e se preparar para possíveis emergências em nossa capital”, destacou. Sobre a ferramenta – A Star é uma metodologia da OMS, com apoio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que ajuda autoridades a avaliar riscos à saúde pública. O resultado contribui para definir prioridades e preparar os serviços de saúde para possíveis emergências. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
SAÚDE CONTINUADA – Maternidade cria fluxo para manter acompanhamento de mães e bebês após a alta

Agendamento das consultas pós-alta é realizado ainda na maternidade para garantir a continuidade do cuidado com a mãe e bebê O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, estabeleceu um fluxo para agendar as consultas de mães e recém-nascidos antes da alta hospitalar. Com as datas definidas, as famílias já sabem quando procurar as UBS (Unidades Básicas de Saúde) para dar continuidade ao acompanhamento. O coordenador do Núcleo Interno de Regulação do HMI, Vitor Caliari, explicou que o agendamento ajuda a manter o atendimento após a saída da maternidade. “Hoje, quando elas têm alta da maternidade, já têm as datas certas para voltar na unidade básica para fazer o acompanhamento da puericultura. Isso impacta diretamente nas possibilidades de complicações. Teremos um acompanhamento melhor em relação tanto à mãe quanto ao recém-nascido também”, afirmou. O puerpério é o período de recuperação após o parto. Nessa fase, a mulher pode apresentar problemas como sangramentos, anemia e alterações na pressão arterial. Também há casos de diabetes após a gestação, além de questões relacionadas à saúde mental. “[Algumas pacientes podem] pensar que a partir do momento que ela teve o parto, não precisa mais de acompanhamento. Não, ela precisa, sim. E, além de tudo isso que eu já coloquei, é importante fazer o planejamento familiar. Será que essa paciente quer engravidar novamente ou não? Quais medidas para que ela consiga ter o que ela deseja? Laqueadura, anticoncepção, tudo direitinho é conversado nas consultas de puerpério”, ressaltou o coordenador. Na alta hospitalar, a paciente deve procurar o Núcleo Interno de Regulação da maternidade para agendar as consultas. A equipe também orienta o encaminhamento da mãe e do bebê para a unidade de saúde responsável pelo acompanhamento. A consulta de puerpério é voltada à recuperação da mulher após o parto. Já a puericultura acompanha o desenvolvimento da criança desde os primeiros meses de vida. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
MARCO HISTÓRICO – Governo de Roraima inaugura primeiro Centro de Radioterapia do Estado

Unidade iniciou atendimentos e tem capacidade para atender de 70 a 80 pacientes por dia. Serviço reduz a necessidade de deslocamento para outros Estados O Governo de Roraima inaugurou nesta quarta-feira, 14, o primeiro Centro de Radioterapia do Estado, anexo ao HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento). A unidade recebeu autorização da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e iniciou os atendimentos, com oferta de tratamento oncológico em Roraima. O Centro integra o Plano de Expansão da Radioterapia do SUS (Sistema Único de Saúde). A obra recebeu investimento de R$ 16.970.310,58. com participação do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, do Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), e da UFRR (Universidade Federal de Roraima), responsável pela doação do terreno. Até então, os pacientes que precisavam de radioterapia tinham de viajar para outros Estados. Segundo levantamento da Sesau, cerca de 700 pessoas estavam em tratamento por meio do TFD (Tratamento Fora de Domicílio) entre 2025 e 2026, das quais aproximadamente 70% precisavam exclusivamente de radioterapia. A estimativa é de que cerca de 500 moradores deixassem Roraima todos os anos para realizar o procedimento. Em 2025, o Governo do Estado destinou mais de R$ 2,8 milhões ao atendimento de pacientes que precisaram fazer radioterapia fora de Roraima. Em 2026, até agosto, as despesas ultrapassaram R$ 822 mil. Com o funcionamento da unidade, a expectativa é reduzir a necessidade de viagens para esse tratamento e os gastos com deslocamentos. O governador Soldado Sampaio ressaltou que o principal benefício vai além da economia aos cofres públicos e que o mais importante é que os pacientes poderão permanecer perto da família durante o tratamento. “A questão é o sentimento das pessoas, é o afastamento da família. [O câncer] é uma doença agressiva, você já entra num processo de tratamento dolorido, e mais ainda longe da sua família, e isso torna mais difícil ainda o tratamento. Então, mais importante do que reduzir custos, é o fato de poder tratar as pessoas aqui”, afirmou. Durante a cerimônia, também foram entregues as chaves de dois ônibus destinados ao transporte de pacientes de outros municípios. A diretora de Programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Rosalva Raimundo da Silva, explicou que a implantação do serviço representa um avanço na assistência oncológica. “Entregamos também dois veículos, que estão disponíveis para o Estado de Roraima, e vão poder transportar pacientes que residem a mais de 50 quilômetros do tratamento. Além disso, há custeio federal para esse deslocamento, tanto para o paciente quanto para o acompanhante. Não basta garantir o tratamento de radioterapia aqui; também precisamos garantir que esses pacientes cheguem ao atendimento”, destacou. A superintendente estadual do Ministério da Saúde em Roraima, Andréa Rosado Maia Oliveira, também enfatizou a importância da parceria entre os governos federal e estadual para a conclusão do projeto. Ela lembrou que a unidade permitirá que pacientes permaneçam próximos de seus familiares durante uma etapa delicada do tratamento. “Essa obra vem para fazer com que mães não precisem sair de perto dos filhos e pais não tenham que deixar suas famílias para buscar um tratamento longo fora do Estado. Hoje, o Ministério da Saúde faz essa entrega junto com o Governo de Roraima. A população e o SUS têm muito a ganhar”, celebrou. Para o início das atividades, 56 pacientes aguardam na fila por radioterapia. A capacidade diária prevista permite atender a demanda inicial, enquanto a evolução da fila dependerá do fluxo de novos pacientes, da duração dos tratamentos e dos agendamentos. O secretário de Saúde, Rafaell Azevedo, ressaltou que a proximidade da família e da rede de apoio é um fator importante para quem enfrenta o câncer. “Essa estrutura é para a população, para os usuários do SUS e para os roraimenses. O tratamento afeta não apenas o paciente, mas também todos que estão ao redor dele. Poder receber esse cuidado perto de casa traz esperança e permite que a pessoa continue acompanhada por sua família durante esse momento”, declarou. A secretária-adjunta de Saúde, Juliana Gomes, destacou que a oferta do serviço no Estado representa uma mudança para os pacientes que aguardavam atendimento fora de Roraima. “Há anos lutamos por isso e conseguimos avançar, os pacientes da radioterapia serão finalmente tratados no nosso Estado. Todo ciclo da quimioterapia do paciente oncológico será feito dentro do Estado e isso é maravilhoso, sem contar com os benefícios financeiros, visto que o custo com o TFD vai diminuir drasticamente”, afirmou. Tratamento fora de casa – A paciente Simone Leal, de 48 anos, descobriu o câncer de mama em setembro de 2025, após realizar uma mamografia. Ela iniciou o acompanhamento no CRSM (Centro de Referência em Saúde da Mulher), passou por cirurgias e recebeu encaminhamento para radioterapia. Sem o serviço disponível em Roraima, Simone precisou esperar por uma vaga para fazer o tratamento em outro Estado. Agora, com a inauguração da unidade, ela poderá realizar as sessões em Boa Vista, perto da família. “Eu pulei de alegria, gritei ‘glória a Deus’, porque não sair da minha casa, do conforto do meu lar e do meio da minha família ajuda muito no tratamento. É uma conquista muito grande para o nosso Estado. Não só eu, mas todos os outros pacientes vão ficar felizes em poder fazer a radioterapia aqui e terminar o tratamento no nosso Estado”, destacou. Como funciona o tratamento – O atendimento começa com o encaminhamento do paciente por um oncologista. No Centro, o médico radioterapeuta avalia o caso e solicita os exames necessários para definir o tratamento. Uma tomografia fornece imagens da região que receberá a radiação e serve de base para o planejamento individualizado das sessões. Após essa etapa, o paciente inicia o tratamento no acelerador linear. A duração varia conforme o tipo de câncer, a condição clínica e a técnica indicada, com protocolos que podem incluir cinco, 15, 20 ou até 30 dias úteis de sessões. O físico médico Diógenes Sales explica que o atendimento também pode envolver nutricionista, psicólogo, assistente
HEMORAIMA – Ministério da Saúde atualiza regras para doação de sangue

Novas regras ampliam a idade para primeira doação e permitem que doadores regulares continuem doando após os 70 anos O Hemoraima (Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima) passa a adotar as novas regras nacionais para a doação de sangue estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Trata-se de uma atualização dos critérios para a doação em todo o país, com o objetivo de ampliar a participação de voluntários, manter os estoques abastecidos e reforçar a segurança de doadores e pacientes que necessitam de transfusões. Com as novas regras, pessoas que nunca doaram sangue poderão realizar a primeira doação até os 60 anos, 11 meses e 29 dias. Anteriormente, o limite era de 59 anos, 11 meses e 29 dias. Para os doadores regulares, não há mais idade máxima para continuar doando, contanto que estejam aptos em avaliação médica. Antes, as doações precisavam ser interrompidas ao completar 70 anos. O prazo para voltar a doar sangue após uma endoscopia também foi reduzido para quatro meses, anteriormente era necessário aguardar seis meses para a próxima doação. Para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos, como botox, preenchimento e microagulhamento, o intervalo poderá ser de sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em estabelecimento que cumpra as normas de segurança e higiene. Quando não for possível confirmar essas condições, o prazo será de quatro meses. Já quem tem piercing na boca ou na região genital poderá doar quatro meses após a retirada do acessório. As novas regras também reduzem para 30 dias o período que impede pessoas que estiveram em municípios de áreas endêmicas de malária ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta, conforme os critérios da regulamentação. A mudança acompanha a ampliação dos exames de triagem, que passam a detectar também o parasita causador da doença, reforçando a segurança das transfusões. Como doar? O Hemocentro de Roraima está localizado na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, ao lado do HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento). O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h, sendo que os candidatos à primeira doação devem comparecer até às 11h30. À tarde, o funcionamento é das 13h30 às 18h, com atendimento aos doadores de primeira vez até as 17h30. Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto. Pessoas com 16 e 17 anos podem se candidatar à doação mediante autorização do responsável legal. “Então, procure o Hemocentro de Roraima, venha fazer sua doação, porque você doando, você está fazendo um grande ato de solidariedade e amor ao próximo. Então, doe sangue, doe vidas”, pontuou a assistente social Tereza Khan. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
ATENDIMENTO ESPECIALIZADO – Governo de Roraima implanta sobreaviso digital de cardiologia no interior

Novo serviço permite que médicos das unidades consultem cardiologistas em casos que necessitem de avaliação especializada Médicos das unidades de saúde do interior de Roraima já podem consultar cardiologistas por meio do Sobreaviso Digital de Cardiologia, serviço implantado pelo Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Estado da Saúde). A ferramenta é usada em casos como suspeita de infarto, arritmias e outros quadros que demandem avaliação cardiológica. Antes do início do serviço, os profissionais das unidades dos municípios do interior receberam orientações sobre o funcionamento da plataforma e a utilização do sistema de Telessaúde. Com o sobreaviso, o médico que estiver na unidade pode consultar um cardiologista sobre o caso e, com a orientação do especialista, avaliar se o paciente precisa ser encaminhado para Boa Vista ou se pode receber tratamento no próprio município. Segundo o cardiologista e coordenador médico do Núcleo de Telessaúde, Leonardo Vasconcelos, o serviço permite que profissionais de localidades distantes tenham suporte especializado durante o atendimento. “Muitas vezes os pacientes precisavam ser drenados para a capital por conta de que não havia cardiologistas, e o sobreaviso digital coloca o médico lá na ponta. [Conseguiremos chegar] na comunidade indígena mais longe, no município mais longe, e tentar tratá-lo no local onde ele mora”, afirmou o médico coordenador do Núcleo de Telessaúde. Outros serviços Além do Sobreaviso Digital de Cardiologia, a rede de Telessaúde oferece suporte aos profissionais das unidades de saúde do interior em diferentes áreas. Um deles é o TelePNAR, serviço destinado ao acompanhamento e à avaliação de gestantes de alto risco. Por meio da plataforma, os profissionais que acompanham as pacientes recebem orientação de especialistas e podem identificar possíveis complicações precocemente. A Teleconsultoria permite que médicos da Atenção Primária à Saúde consultem especialistas sobre casos clínicos, recebam orientações e avaliem a necessidade de encaminhamento para serviços especializados. “Lá ele questiona o especialista sobre a necessidade de encaminhamento e recebe não somente uma orientação, mas também educação em saúde, de modo que, naquele único atendimento, pode aprender e repassar para as outras equipes de saúde”, destacou o coordenador. Outra frente em fase de estruturação é o acompanhamento de pacientes nas etapas pré e pós-transplante. A proposta é oferecer suporte especializado às equipes que acompanham esses pacientes e reduzir a necessidade de deslocamentos. “A telessaúde veio para complementar, onde o SUS antigamente tinha dificuldade de chegar, para as pessoas que ele tinha dificuldade de atender. Dada a extensão do nosso território, com a telessaúde a gente consegue chegar muito mais rápido, consegue chegar de maneira instantânea”, ressaltou Leonardo. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
SAÚDE ITINERANTE – Governo de Roraima reforça atendimento oftalmológico e entrega mais de 2 mil óculos à população

Oftalmologia está entre as especialidades mais procuradas nas ações realizadas em Boa Vista e no interior Mais de 2 mil óculos foram entregues a pacientes atendidos pelo programa Saúde Itinerante, coordenado pela Sesau (Secretaria de Saúde), que leva consultas de diferentes especialidades para Boa Vista e municípios do interior de Roraima. De maio a setembro, durante a participação do Governo Itinerante, foram cerca de 2.060 óculos entregues. Dessa forma, a oftalmologia figura entre as especialidades mais procuradas durante as ações, que oferecem consultas em áreas como ginecologia, cardiologia, ortopedia, clínica geral, dermatologia e oftalmologia, entre outras. O paciente não precisa de encaminhamento prévio para ser atendido. Após a consulta, caso haja indicação para o uso de óculos, ele recebe o encaminhamento para a confecção. O número de óculos entregues ainda deve aumentar, já que os pacientes atendidos nas últimas ações permanecem dentro do prazo previsto para a confecção e entrega, que é de até 60 dias. Para os moradores dos municípios do interior, a equipe da Sesau leva os óculos até a localidade, como explica a representante do Departamento de Ações Programáticas de Saúde Itinerante, da Sesau, Joelma de Souza. “É importante destacar que além das consultas, o Governo de Roraima também oferta os óculos para o paciente. Ou seja, saindo da ação da consulta com o oftalmologista, a ótica está em todas as ações com diversas armações para que o paciente escolha a sua armação e a ótica lhe disponibiliza um prazo que é de 60 dias para o paciente estar com seus óculos em mãos”, afirmou Quando os óculos ficam prontos, a equipe da Sesau entra em contato com o paciente para informar que estão disponíveis para retirada. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
AVANÇOS NAS CIRURGIAS – Governo de Roraima realizou mais de 12 mil procedimentos em seis meses

Entre abril e setembro deste ano, foram realizados 12.030 procedimentos eletivos e de emergência no HGR, HMI, em Rorainópolis e Caracaraí. O Governo de Roraima ampliou a oferta de cirurgias para a população do estado, tanto na capital quanto no interior. Foram 8.024 cirurgias eletivas e 4.006 de emergência no HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), no HMI (Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth) e em unidades de saúde de Rorainópolis e Caracaraí. Além do aumento dos procedimentos no HGR, o período foi marcado pela retomada das cirurgias em Caracaraí após 11 anos, uma determinação do governador Soldado Sampaio. No Hospital Regional Sul Governador Ottomar de Sousa Pinto, em Rorainópolis, a oferta de procedimentos também contribuiu para que moradores da região tivessem acesso ao atendimento cirúrgico mais perto de casa. O secretário adjunto de Saúde, Éder Ribeiro, explicou que, a partir de maio de 2026, com o início da gestão do governador Soldado Sampaio, o projeto passou a contar com insumos e trabalho especializado nos hospitais, o que aumentou o número de cirurgias eletivas e de emergência no estado de Roraima. “Esse avanço foi significativo, com o número de cirurgias no HGR mais de cinco vezes superior ao registrado nos meses anteriores, o que melhora a assistência à população, diminui o tempo de espera na lista do SUS, reduz complicações para os pacientes e custos para o estado, além de proporcionar mais qualidade na saúde de Roraima”, afirmou Ribeiro. No HGR, o volume de cirurgias eletivas cresceu ao longo dos meses, com 313 procedimentos em abril, 1.244 em maio, 1.240 em junho, 1.339 em julho, 1.085 em agosto e 1.160 em setembro. As especialidades com maior número de cirurgias eletivas foram cirurgia geral, ortopedia e traumatologia. No HMI, entre maio e agosto de 2026, foram realizados 2.975 procedimentos cirúrgicos. O maior volume foi registrado em julho, com 767 procedimentos. Do total, 717 foram cirurgias eletivas, 2.039 emergenciais e 219 cesáreas programadas. No Hospital Regional Sul Ottomar de Sousa Pinto foram realizados 1.297 procedimentos cirúrgicos. Desses, 622 eletivos e 675 de emergência. A unidade atende moradores de Rorainópolis e de municípios da região sul do estado. Entre os procedimentos realizados no Hospital Regional Sul estão cirurgias gerais, ginecológicas, ortopédicas e bucomaxilofaciais. A oferta no interior permite que parte dos pacientes tenha acesso às cirurgias na própria região, reduzindo a necessidade de deslocamento até a capital. “A minha gestão é pela vida, pela saúde. Intensificamos os serviços, atendimentos e cirurgias para levar saúde à população, que sempre esperou por meses e até ano por um procedimento na rede estadual de saúde. Mas agora a realidade é outra e vamos avançar mais ainda”, enfatizou o governador Soldado Sampaio. Cirurgias de volta em Caracaraí Outro avanço registrado na atual gestão do governo foi a retomada das cirurgias no município de Caracaraí após 11 anos. O Hospital Estadual Irmã Aquilina voltou a ofertar o serviço em agosto deste ano e, em dois meses, realizou 85 cirurgias. Os procedimentos incluíram vasectomias, laqueaduras, hernioplastias, retirada de lipoma, colecistectomias, postectomia e cirurgia para varicocele. Com a retomada, moradores de Caracaraí e de localidades próximas voltaram a ter acesso a determinados procedimentos cirúrgicos mais perto de casa. “Isso fará com que as cirurgias continuem constantes, mantendo esse nível baixo de tempo de espera. Houve uma diminuição na lista de espera de colecistectomia de mais de 95% da lista. Hoje o paciente entra na lista no mês e é operado no mesmo mês graças a esses avanços que ocorreram na saúde”, ressaltou o secretário. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
ATENDIMENTO PÓS-BARIÁTRICO – Governo de Roraima retoma projeto de cirurgias reparadoras para pacientes que aguardam pelo procedimento

Oito pacientes já foram atendidas após retorno do projeto, que também avalia pessoas que integram a fila de espera O Governo de Roraima retomou, nesta semana, o projeto de cirurgias reparadoras pós-bariátricas para pacientes que aguardam pelo procedimento. Oito pacientes já foram atendidas, enquanto as demais pessoas que integram a fila passam por consultas e avaliação com o cirurgião plástico para verificar as condições clínicas e os critérios de segurança necessários para a cirurgia. Cerca de 116 pacientes aguardam pelo procedimento em Roraima, e parte delas está na fila há mais de 10 anos. O projeto, coordenado pela Sesau (Secretaria de Saúde) prevê o atendimento das pacientes que cumprem os critérios estabelecidos para a cirurgia reparadora. Após a cirurgia bariátrica, a perda significativa de peso pode deixar excesso de pele, que interfere na rotina, na prática de atividades físicas e na autoestima. Para quem aguarda pela cirurgia reparadora pós-bariátrica pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o procedimento representa mais do que uma questão estética e pode proporcionar mais mobilidade, conforto e qualidade de vida. A médica veterinária Ingryd Kathryn Mota, de 44 anos, aguarda pela cirurgia reparadora. Submetida à cirurgia bariátrica há 11 anos, ela perdeu mais de 50 quilos após o procedimento realizado pelo SUS. Segundo ela, já esteve apta à cirurgia cinco vezes, mas os procedimentos foram cancelados. “Após a perda de peso, sempre tem excesso de pele, por mais que você esteja magra, você ainda não consegue vestir uma roupa boa, porque sempre tem aquela pochete, ou um braço sobrando, um pedaço de coxa sobrando. E aí a gente ainda busca a melhora da autoestima. Não é só porque quer ficar bonito, é qualidade de vida que a gente está procurando aqui”, destacou a paciente. A enfermeira Thalita Almeida, de 47 anos, também conhece as limitações provocadas pelo excesso de peso. Antes da cirurgia bariátrica, ela conta que tinha dificuldades até para trabalhar, estudar e cuidar do filho, que na época tinha um ano. Após uma crise de apneia, em 2007, recebeu indicação para realizar a cirurgia bariátrica e passou por acompanhamento com diferentes profissionais antes e depois do procedimento. “Ainda não me sinto uma pessoa para poder botar um vestidinho, não poder fazer um namorinho gostoso com o esposo, porque sinto muito incômodo. O olhar carinhoso da [Secretaria de] Saúde com a gente, que antes foi jogada um pouquinho pro canto, tá sendo maravilhoso. Tem muita gente esperando”, ressaltou. Sobre o procedimento A cirurgia reparadora pós-bariátrica não deve ser vista apenas como uma questão estética. O objetivo é retirar o excesso de pele que pode interferir na rotina e na qualidade de vida, permitindo mais liberdade para a prática de atividades físicas e os movimentos do dia a dia. “A intenção desse projeto é a gente conseguir trazer para essas pacientes, enfim, qualidade de vida, tirar esse excesso de pele, se sentir melhor com o próprio corpo e, principalmente, ter liberdade pra poder correr na rua, fazer atividade física sem se importar com esse excesso de pele que tanto atrapalha”, explica o cirurgião plástico Kyldery Cavalcante. O projeto está em fase de organização e ajustes do fluxo. As pacientes passam por avaliação para verificar se atendem aos critérios estabelecidos. “Usamos alguns protocolos, primeiro o peso, que considera IMC [Índice de Massa Corporal] até 28, no máximo 30, para que essa cirurgia seja realizada da maneira mais adequada. Tem que estar sendo acompanhada com a equipe de nutricionista, porque muitas vezes quem faz a bariátrica apresenta alguns quadros de hipovitaminoses, algumas deficiências de vitaminas que precisam ser corrigidas para a cirurgia”, pontuou o cirurgião. Para ter acesso à cirurgia reparadora pós-bariátrica, a paciente que já passou pela cirurgia bariátrica e ainda não foi avaliada para o procedimento deve procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde). Na unidade, receberá orientações sobre os critérios necessários para o encaminhamento à Policlínica Coronel Mota. Entre os critérios estão a estabilidade do peso e as condições clínicas da paciente. Após cumprir os requisitos, ela é encaminhada para avaliação com o cirurgião plástico, que fará a consulta especializada e verificará se está apta para a cirurgia. “As pacientes que não sabiam desse novo projeto podem procurar o postinho de saúde. Eles já estão sendo orientados sobre o protocolo relacionado ao peso e ao critério de estabilidade de peso para poder encaminhar para o serviço especialista aqui do Coronel Mota”, esclareceu o médico. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
RESGATE AEROMÉDICO – Governo de Roraima aciona helicóptero para transferir vítima de acidente grave em Caroebe

Paciente acidentado em Caroebe foi transferido de Rorainópolis para o Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento, unidade de alta complexidade O Governo de Roraima transferiu nesta sexta-feira, 02, para Boa Vista, um trabalhador rural de 19 anos, vítima de acidente de moto na vicinal 7, em Caroebe. O transporte foi realizado em helicóptero do Estado, após atendimento no Hospital Regional Sul Ottomar de Sousa Pinto, em Rorainópolis. O trabalhador recebeu os primeiros atendimentos na Unidade Mista de Caroebe e, devido à gravidade do quadro, foi encaminhado ao Hospital Regional Sul. Após avaliação e estabilização, a equipe médica definiu a necessidade de transferência para uma unidade de maior complexidade. Ele apresentava traumatismo cranioencefálico e trauma de face. A aeronave de resgate foi acionada por volta das 11h. O pouso foi realizado em frente ao HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), com apoio da PMRR (Polícia Militar de Roraima), da Casa Militar do Governo de Roraima, e da equipe do Hangar do Governo, que auxiliaram na operação devido às condições de vento no local. O acidente ocorreu na noite de quinta-feira (1º) quando o trabalhador retornava para casa após visitar um vizinho. Segundo o pai do paciente, Elias de Jesus Chaves, o jovem foi encontrado por uma equipe de ambulância por volta das 5h. “Foi encontrado bastante machucado, socorrido pela ambulância e levado ao hospital de Caroebe. Em seguida, pela gravidade, encaminharam para o Hospital de Rorainópolis e, devido ao estado dele, decidiram trazer aqui para Boa Vista, acionando o helicóptero de Governo”, explicou. O diretor-geral do HGR, Halysson Henrique Figueredo, informou que a equipe da unidade estava preparada para receber o paciente. “É um paciente de emergência. Recebemos as primeiras informações pelas equipes de primeiros atendimentos. Ele vai passar por triagem e receber os atendimentos necessários. Ele está estável e receberá todo o atendimento necessário”, explicou Agilidade na regulação A transferência foi definida por meio do Sistema Estadual de Regulação, o SISREG. Após a avaliação e estabilização no Hospital Regional Sul, a regulação indicou a necessidade de encaminhamento para uma unidade de maior complexidade, com transporte por via aeromédica. A aeronave está disponível para atender municípios do interior desde maio deste ano, quando o governador Soldado Sampaio doou o equipamento para atender as Secretarias de Segurança Pública e de Saúde, deixando de atender exclusivamente o governador. “Esse foi meu primeiro ato como governador. Peguei esse helicóptero e destinei para atender a população e não mais o governador, como aconteceria na gestão passada”, enfatizou Sampaio. O transporte é utilizado em casos graves ou quando o paciente precisa de suporte médico mais avançado, indisponível na unidade de origem. O diretor da Central de Internação e Urgência, Vicente Foggia, destacou a atuação integrada das equipes envolvidas no transporte, com o paciente sendo transportado para a unidade de referência de forma segura. “Isso fortalece a regulação, que é levar a assistência especializada para quem na unidade de origem não possui essa assistência. E isso ocorre de forma mais rápida, mais ágil, porque a gente articula em múltiplas áreas da saúde, com apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e hospital de origem. Isso proporciona mais agilidade e diminuição de mortalidade no paciente”, afirmou. Logística O transporte contou com acompanhamento da equipe durante todo o trajeto até a chegada ao HGR. O chefe da Casa Militar, coronel Francisco Xavier, explicou que o transporte aeromédico é acionado conforme a gravidade de cada caso. Segundo ele, o pouso em frente ao HGR foi solicitado pela equipe médica e realizado com apoio das equipes responsáveis pela operação. “Todo minuto é crucial para a vida do paciente, principalmente ele, que apresenta fraturas em pontos vitais. Foi definido trazer do Hospital de Rorainópolis para o HGR, onde se tem uma estrutura melhor para esse tipo de caso. Assim que fomos acionados já mobilizamos as equipes o mais rápido possível para salvar a vida desse rapaz”. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau
VIGILÂNCIA EM SAÚDE – Governo de Roraima recebe oficina nacional sobre atendimento à população imigrante

Encontro reuniu profissionais de Boa Vista, Bonfim e Pacaraima para discutir preparação dos serviços de saúde em áreas de fronteira O Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), recebeu nesta semana uma oficina nacional voltada à preparação dos serviços de saúde para o atendimento à população imigrante. A Oficina para o Fortalecimento da Governança em Saúde frente à Mobilidade Humana foi realizada pela Sesau, por meio da CGVS (Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde), em parceria com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), OIM (Organização Internacional para as Migrações) e Ministério da Saúde. O encontro foi realizado no auditório da CGVS, em Boa Vista. Participaram representantes da Sesau e dos municípios de Boa Vista, Bonfim e Pacaraima. A programação abordou a articulação entre os serviços de saúde e a preparação para situações relacionadas à mobilidade humana, especialmente nos municípios de fronteira. Para o técnico do Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), Luiz da Silva, a oficina também representa uma oportunidade de compartilhar a experiência acumulada pelo Estado no atendimento à população imigrante. “Essa oficina veio para fortalecer a nossa política de atenção à saúde da população imigrante. Isso é fundamental porque Roraima passa por esse processo de imigração há muitos anos. Como a equipe aqui no Estado já tem experiência nesse atendimento, é importante compartilhar esse conhecimento para planejar ações que possam ser necessárias no restante do país quando outras regiões enfrentarem situações semelhantes de imigração”, afirmou. Para a farmacêutica da Coordenadoria Municipal de Vigilância em Saúde de Bonfim, Carla Santos, a oficina contribuiu para o conhecimento sobre os desafios enfrentados no atendimento à população que vive ou transita pela região de fronteira com a Guiana. “Essa oficina serviu para ampliar nosso conhecimento sobre a fronteira e sobre o atendimento aos pacientes fronteiriços. Foi importante para entendermos como agir e oferecer um melhor acolhimento, tanto para quem vem da Guiana quanto da Venezuela. Como é uma fronteira muito ampla, o encontro trouxe aprendizado para que possamos aplicar uma boa política de atendimento”, afirmou. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau