O Comitê de Emergências em Saúde Pública reuniu gestores e coordenadores para definir plano de resposta e fortalecer atendimento nos municípios.
A Secretaria de Saúde (Sesau) está reforçando o planejamento da rede pública para enfrentar os impactos da estiagem, das queimadas e do fenômeno El Niño sobre a saúde da população. Nesta sexta-feira (21), gestores e coordenadores da Secretaria se reuniram para avançar na construção do Plano de Contingência Estadual e definir estratégias de resposta para o período.
A mobilização considera diferentes cenários que podem surgir com as mudanças climáticas, incluindo o aumento de doenças respiratórias e hídricas, dengue e casos de queimaduras. O planejamento também prevê atenção aos municípios que podem ficar isolados durante a estiagem e o fortalecimento da estrutura de atendimento fora da capital.

A reunião faz parte do trabalho do Comitê de Emergências em Saúde Pública e teve entre os principais pontos a apresentação do Plano de Contingência Estadual para Seca, Estiagem e Incêndios Florestais, a definição da matriz de responsabilidades e a proposta de criação dos grupos de trabalho El Niño e AdaptaSUS.
Para a secretária de Saúde, Juliana Gomes, antecipar as ações é fundamental para reduzir os efeitos dos períodos de agravamento. “A prevenção é o melhor remédio sempre. A ideia desse comitê e dessa equipe toda reunida é justamente fazer com que a gente consiga amenizar os agravos do momento que a gente vai viver, do El Niño e também da dengue. Quanto mais cedo a gente reúne e vê quais são as estratégias que vamos adotar, menos a população vai sentir o que está por vir”, afirmou.

Atendimento mais próximo da população
Uma das estratégias discutidas é fortalecer a capacidade de resposta dos municípios, especialmente em períodos de maior dificuldade de deslocamento. A proposta é garantir que situações que possam ser resolvidas localmente sejam atendidas na própria rede municipal, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para Boa Vista.
O plano prevê o monitoramento da retaguarda dos municípios isolados pela estiagem, além do levantamento da logística necessária para garantir o atendimento, inclusive da população infantil. Também estão previstas ações para ampliar a disponibilidade de soro de reidratação oral nas Unidades Básicas de Saúde.
A preocupação é evitar que o agravamento de condições relacionadas ao período seco sobrecarregue os serviços da capital, principalmente em situações que podem receber atendimento inicial nos próprios municípios.
Vigilância para identificar mudanças no cenário.
O trabalho também busca melhorar a identificação dos agravos nos serviços de saúde. A análise dos registros de atendimento permite acompanhar possíveis mudanças no perfil das doenças e orientar a tomada de decisão da gestão.
Outro ponto de atenção é o cenário das arboviroses. Embora não tenha sido identificada, neste ano, a circulação do vírus da chikungunya no Estado, o histórico de transmissão em Roraima mantém a doença entre os agravos que exigem monitoramento.

Grupo de trabalho vai organizar resposta
Segundo o gerente do Núcleo de Vigilância em Desastres da Sesau, Guaracy Lavor, a partir da reunião será estruturado um grupo de trabalho envolvendo diferentes coordenadorias da Sesau.
“Vamos, a partir de agora, fazer um grupo de trabalho com todas as coordenadorias para criar normatizações, fluxos, concluir o plano de contingência e fazer planos de ação para que a Secretaria de Saúde e o setor saúde possam responder o mais rápido e efetivo possível à população atingida por esse fenômeno e pelos seus agravos”, explicou.
A iniciativa integra as medidas preventivas da Sesau para o período de estiagem e busca fortalecer a articulação entre vigilância em saúde, atenção básica e gestão estadual diante dos impactos das mudanças climáticas.
SECOM RORAIMA
JORNALISTA: Rayane Lima
FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau



