SETEMBRO VERDE – Central de Transplantes inicia programação alusiva ao Setembro Verde

A programação irá abordar temas como a identificação de potenciais doadores, morte encefálica, acolhimento das famílias e comunicação no processo de doação. A CET-RR (Central de Transplantes de Roraima) inicia nesta sexta-feira, 11, a programação alusiva ao Setembro Verde, mês dedicado à sensibilização de profissionais e população no geral sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Criada por meio da Lei 15.463/2014, o Setembro Verde é uma campanha que tem como proposta ressaltar junto a sociedade a importância da doação de órgãos no país. Em Roraima, a Central é a unidade responsável pela notificação e captação de potenciais doadores, que funciona no HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento) monitorando todos os hospitais, tanto da rede pública quanto particular. A abertura da programação será realizada no HGR, dando início a uma série de ações educativas que serão desenvolvidas ao longo do mês com profissionais de saúde e acadêmicos dos cursos de Medicina e Enfermagem. As atividades irão abordar temas relacionados ao processo de doação e transplantes, identificação e abordagem de potenciais doadores, morte encefálica, aspectos éticos e legais, além do acolhimento e da comunicação com os familiares. Para a enfermeira Márcia Alencar, pós-graduada em Doação, Captação e Transplante de Órgãos pelo Instituto Israelita Albert Einstein e integrante da Central de Transplantes, preparar os profissionais é fundamental para que as famílias sejam acolhidas de maneira adequada em um momento de grande fragilidade. “A doação de órgãos e tecidos conta com uma equipe multiprofissional de profissionais de saúde envolvidos nesse processo tão importante, mas também conta com o acolhimento que será dado para estas famílias, porque a forma de falar é tão importante quanto o que será falado. Então, tentar usar uma linguagem simples, ser transparente, dominar o assunto, ter sensibilidade, empatia e compaixão. Então, neste ano, o nosso foco é preparar estes profissionais da saúde para receber e acolher bem as famílias”, explicou. A Importância de se declarar doador de órgão Se por uma fatalidade, o paciente sofrer lesões neurológicas graves e irreversíveis e for diagnosticado com morte encefálica, pode se tornar um doador. Diante disso, com o consentimento da família, o Sistema Nacional é notificada pela CET e OPOS (Organizações de Procura de Órgãos), que envia uma equipe de outro estado para fazer a captação. Os pacientes do Estado que precisam de transplante são inseridos na fila única do SUS e encaminhado por TFD (Tratamento Fora do Domicilio) para hospitais que realizam o procedimento. Por isso, é importante falar sobre doação de órgãos, que é um gesto de sensibilidade e amor ao próximo. Manifestar o desejo de ser doador e conversar com a família sobre essa decisão pode fazer toda a diferença. Um único “sim” tem o poder de salvar várias vidas e transformar histórias. “A campanha também dá a oportunidade de informar e esclarecer dúvidas e estimular, principalmente, o diálogo sobre doação de órgãos entre as famílias. Porque a nossa doação é consentida pela família. A sensibilização é fundamental, pois a doação pode representar uma nova oportunidade de vida para muitas pessoas que estão na fila de espera”, destacou Márcia.Sobre a CET-RR Em funcionamento desde 2014, a CET-RR está conectada às demais centrais de todo o País. Como o Estado não realiza as cirurgias de transplantes, a unidade funciona como unidade de captação de possíveis doadores, a partir da autorização dos familiares. Com o consentimento da família, uma equipe cirúrgica de outro Estado vem a Roraima para fazer a captação no HGR. Os órgãos são ofertados na Central Nacional de Transplantes, para que um receptor em qualquer Estado brasileiro seja beneficiado. Roraima faz parte do Sistema Nacional de Transplantes e, embora ainda não realize transplantes no Estado, possui estrutura para a captação de órgãos e tecidos de potenciais doadores. As captações começaram a ser realizadas em 2018 e, desde então, já foram contabilizadas nove captações, sendo duas somente este ano. O trabalho envolve uma equipe multiprofissional e depende da atuação integrada de diferentes profissionais de saúde, desde a identificação do potencial doador até o acolhimento e orientação dos familiares. SECOM RORAIMAJORNALISTA: Suyanne SáFOTOGRAFIA: Ascom/Sesau